A ARTE DE SERMOS NÓS MESMOS

09:08 0 Comments A+ a-


Tentando escrever esse post pela quarta vez... Testando... 1... 2... 3... Vamos lá, chegue mais perto e vamos conversar, enquanto eu penso ao som de This Is How We Do. 

Existem dramas, se é que posso chamar de dramas, que apenas quem é escritor entende. Quem mais vai saber a dor de ficar com um bloqueio criativo de SEMANAS?! Só trabalhando com área criativa/artística, pra saber.

Como primeiro post do blog, quero falar do assunto que me incentivou e me inspirou a começar esse projeto novo. Aquele sentimento de merda ruim, que acredito muitos já terem passado por, de que tudo o que você escreve está “errado”.

Sobrevivi diante disso por um bom tempo. Sou uma das pessoas que começou a escrever, antes de ser abraçada pela paixão avassaladora por leitura. Então quando comecei a ler com mais frequência, entrando em contato com tantas formas diferentes e incríveis de escrita, eu lia as minhas histórias e pensava “O QUE EU TO FAZENDO?”. Me sentia a indigna de escrever algo, por achar que era totalmente inferior a qualquer obra existente no nosso vasto planeta azul. 

Foi triste de verdade, porque escrever era como um pedaço daquilo que sou e de repente sentir que isso não era mais “eu”, não me sentir mais feliz fazendo o que amava, foi um tanto frustrante. Mas da mesma forma que eu tenho o talento de me deixar pra baixo, a vida curiosamente me presenteou com o talento de me levantar também. 

Cansada de me sentir tão frustrada, comecei a dividir aquilo que eu escrevia com as pessoas a minha volta, minha mãe, meus amigos, a galera da igreja... E a recepção deles foi algo tão bom, algo tão incrível, que passei da coitadinha que se arrastava de tanto desgosto, pra alguém que brilhava e flutuava (que ilustração idiota pro sentimento).

Eu tristeza, amiguinhos alegria haha

Então eu percebi, não precisava escrever como fulano, seguir os passos de sicrano, porque eu podia admirar cada um deles e tê-los como inspirações, mas eu não podia ser eles, porque eu sou a Gabriela (haha sério?). E é como eu falei pra uma amiga, uma das coisas mais incríveis de se trabalhar com algo criativo, é que não existem regras, não existem formulas, afinal é um trabalho criativo

A arte é pessoal, não podemos ser mais ninguém além de nós mesmos. 

(E consegui terminar o post. YEAAAAAH!!)

O que dizer dessa pessoa que está escrevendo um comentário? TE CONSIDERO PAKAS!