COMO SERIA O FILME DA MINHA VIDA

16:54 2 Comments A+ a-

Awn, fala se não é a melhor capa que fiz até hoje! <3 font="">

Estou há alguns dias travada nesse post, esse roteiro está mais difícil de sair do que imaginei inicialmente. Quem nunca ao menos uma vez na vida não se imaginou em um filme? Existe aquele clássico momento, está chovendo, você dentro do carro com fones de ouvido bem conectados, coloca uma música lenta, o significado da letra não importa muito, apenas o toque tem que ser lento e melancólico, então você encara a chuva escorrendo pelo vidro da forma mais dolorosa possível.

Agora imagine: como seria o filme da sua vida? Sobre a minha vida eu sei e hoje venho contar em detalhes essa super produção, portanto pegue a pipoca e venha ler o musical mais insano e misturado que você verá na sua vida.


*todas as músicas do "filme" estão linkadas no decorrer do texto, é só você ir abrindo os vídeos e ouvindo junto com o texto haha*

Tudo começa com uma tela preta, ela vai se iluminando lentamente e percebemos que estamos no quarto de um hospital, uma mãe muito feliz está com uma bebezinha recém-nascida em seus braços. Ao redor da cama, da forma mais insana possível, estão três moças usando vestidos curtos e cobertos de lantejoulas, uma de azul, outra de rosa e outra de verde. Elas encaram o bebezinho e com as suas vozes angelicais cantam The Best Part, apenas a bebêzinha pode vê-las e elas são as divindades dos musicais, que sempre aparecem quando uma aventura musicalmente épica está para iniciar.

Então a tela se apaga de novo.

Nossa aventura só começa mesmo alguns anos mais tarde, quando Gabriela era apenas uma garotinha, ela ainda não tinha muita noção sobre o que era a vida e as suas complexidades. Gabriela tinha uma melhor amiga, seu nome era Tamara, depois de ter uma briga feia com ela achou que sua amizade estava perdida para sempre, bom, isso até descobrirem que outra amiga havia armado toda a confusão para separá-las. No outro dia Gabriela e Tamara entraram juntas na perua escolar, Belatriz as encarou, elas encararam de volta e:

- 'Cause baby, now we've got bad blood. – Gabriela e Tamara falaram ao mesmo tempo. Seria surpresa aquilo que surgiu nos olhos de Belatriz? - You know it used to be mad love. So take a look what you've done. 'Cause baby, now we've got bad blood, hey.

Assim Gabriela entendeu a complexidade do relacionamento humano.

A pequena Gabriela tinha um sonho quando pequena: poder voar como os pássaros. (aqui você dá um play nessa música) Passava horas no quintal de sua casa observando e invejando os passarinhos por eles estarem nas alturas e ela estar fada a viver grudada à terra. Baseada nos desenhos animados, pegou duas penas que encontrou pelo jardim, subiu na muretinha da varanda e pulou batendo os seus braços com toda velocidade que podia com as penas em mãos. DEU RUIM! Não quebrou nada, nem se machucou, apesar de meio maluca, era uma maluca controlada e a mureta era baixa. Mas não desistiu! Ainda pegando ideias de desenhos animados resolveu tentar a sorte com um guarda-chuva. Mais uma vez o dom do voo lhe foi negado. Como uma última empreitada, pulou usando uma sacola plástica e acabou novamente sem resultado positivo. Alguns anos mais tarde viria a descobrir a culpada do seu fracasso: oooOOOH Gravityyyy, it’s working against meeeeee.

(Agora é a vez dessa música) O tempo vai se passando, a infância inocente e cheia de brincadeiras, que depois não fazem sentido algum, vai-se embora. Gabriela vai descobrindo o mundo e as complexidades da vida, o quanto o ser humano pode ser um bichinho chato, que você quer socar a face, mas não pode o fazer, pois dizem não “ser legal”. Então chega aquele momento estranho, quando você já não é mais criança, mas também não é um adolescente, Gabriela entra em um conflito de identidade, até que finalmente chega a adolescência, mas já é tarde quando percebe que aquele é só o COMEÇO dos problemas.

Sentimentos a flor da pele, o mundo parece um novo e sinistro lugar, mas de repente tudo parece fazer sentido: Gabriela se apaixona pela primeira vez! Tinha tudo para terminar em desastre, afinal ele era seu primo de terceiro grau e morava há centenas de centenas de quilômetros da cidade dela. O problema mesmo estava na segunda paixão: ele era um fake!

(Agora outra música) O seu contato era restritamente pelo MSN e o falecido Orkut, Gabriela devia ter sido mais esperta, eles eram apenas dois fakes vivendo plenamente a vida fake deles. Tinha alguma chance disso terminar no felizes para sempre? E da mesma forma com que ele surgiu na vida dela (do nada), foi-se embora (do nada ;-;).


Depois de dedicar uma música para ele (Heartbreak Hotel), outra música (You’ve Lost That Loving Feeling) e outra (I Knew You Were A Trouble) por fim superou essa fase obscura da sua vida. Mas coração que é um bom coração, não cansa de sofrer, pois no primeiro colegial existia o Raymundo.

Gabriela não conhecia Raymundo, assim como Raymundo não conhecia Gabriela, mas eles deveriam ter uma centena de amigos em comum. A paixão brotou mais uma vez no coração pulsante de Gabriela. Ela andava pelos corredores da escola lotado de pessoas que ela não ligava para quem eram, seus olhos só focavam em uma pessoas: Raymundo.

- Faz tanto tempo que eu venho te seguindo, conheço passo a passo todos os seus caminhos. – Gabriela era uma verdadeira stalker. - Sei a hora que acorda e a hora em que vai dormir, sei tudo de você e você nada sabe sobre mim. Eu descolei pra mim o seu telefone MSN e te liguei, mas eu não quis falar meu nome, tive medo e quando ouvi a sua voz na hora desliguei. E confesso na verdade me faltou coragem pra dizer:

- Cada dez palavras que eu falo onze é você. – outra voz entrou na canção, Gabriela olhou para o lado encontrando Yessica.

- Cada dez palavras que eu falo onze é você.

Yessica era sua amiga naquela escola nova, não entendia por que ela estava entrando na sua música.

- Tentei mil vezes te esquecer mas no fim, mil vezes desejei você só pra mim. – Yessica encarava Raymundo e nesse momento tudo fez sentido: sua amiga também gostava dele.

(Agora é a vez dessa música).  No começo tudo era tranquilo, Gabriela e Yessica ficavam falando de Raymundo como se fosse super comum duas amigas gostarem do mesmo cara, nenhuma estava realmente se importando com esse pequeno fato, porém conforme o tempo foi se passando, outras pessoas foram entrando na história, amigos de cada uma foram se envolvendo a fim de ajudar a sua amiga, assim começava uma corrida silenciosa e que ninguém admitia existir. Era Gabriela versus Yessica onde o prêmio era o coração de um rapaz que se quer sabia sobre a guerra travada nas suas costas.

Gabriela superou essa fase assim como superou outras anteriores, quanto a Yessica nessa história ela não aparece mais, não que tenham parado de se falar por conta do que houve, apenas seguiram rumos diferentes.

Eis que chega o terceiro colegial, aquele momento que todos aguardam, momento decisivo, onde você está prestes a deixar de ser um jovem remelento e vai começar a construir o seu futuro. Gabriela imaginou que o seu terceiro ano seria um imenso High School Musical, no entanto, na prática mostrou-se mais um Everybody Hurts.

Estava separada dos seus amigos incríveis do segundo ano, tendo que ficar uma sala repleta de pessoas que odiava e o sentimento era recíproco. Tudo o que Gabriela queria era estudar e até isso lhe era tirado quando os professores desistiam da turma, Gabriela só queria estudar para conseguir um bom futuro.

E ai se encontrava outro problema: o futuro. O que Gabriela queria ser? Ela não sabia! Desde pequena vinha dizendo o que queria ser, as vezes professora, outras vezes cozinheira, em outras ocasiões arqueóloga, até mesmo pilota quis ser, porém no momento decisivo nada disso mais parecia certo. Novamente se encontrava em uma crise existencial.

- Well, everybody hurts, sometimes everybody cries and everybody hurts sometimes, but everybody hurts sometimes. So hold on!

Pequenas fadinhas da música colocaram-se envolta daquela triste voz solitária e cantaram delicadamente:

- Hold on, hold on, hold on, hold on, everybody hurts. You're not alone!

Entretanto nem tudo estava perdido. Em um dia triste, ainda imersa no seu poço de perdição, Gabriela resolveu fazer um teste vocacional online, não esperava muito de um teste de internet, pois depois de alguns terem lhe dito que era bipolar, tinha deficit de atenção e era hiperativa, os testes de internet caíram e total descrédito. Em um simples teste vocacional viu toda a sua crise desfazer-se como pó no vento, uma das opções dadas levou sua mente à doce época da infância, quando uma pequena Gabriela assistia filmes com fascinação se perguntando como eram feitos os detalhes e com uma mentezinha criativa os tentava imaginar. Nesse dia Gabriela descobriu que queria trabalhar com cinema.

- Follow that dream, I gotta follow that dream! – sentia-se viva novamente, sua vida não acabaria naquele ano de 2012. - Keep a-movin, move along, keep a moving. – ela tinha um motivo para viver novamente, Gabriela tinha que ir atrás do cinema e mostrar ao mundo o seu talento. - I've got to follow that dream wherever that dream may lead. I've got to follow that dream to find the love I need!

Aquele ano de 2012 fora um tanto arrasador, apesar de ter encontrado o seu caminho ainda tinha muito para concertar em você, Gabriela estava in repair e sabia que iria se encontrar.

Com um tratamento rápido de Shake It Off e American Sweetheart Gabriela percebeu que estava se importando de mais com o que os outros pensavam, deixando os seus próprios pensamentos de lado, para ser quem ela devia ser não poderia mais se importar com o que os outros pensavam, assim descobriu que batons vermelhos eram os seus preferidos, também descobriu que amava usar saias e vertidos, adorar aqueles All Star velho não te impedia de amar um maravilhoso salto alto, descobriu que não precisava escrever igual George Martin ou Rick Riordan, afinal ela é a Gabriela... (é a última música) Os últimos quatro anos foram repletos de muitas descobertas e aprendizagens, apesar de as vezes ainda admitir estar in repair, sabe que a cada passinho está mais perto de encontrar quem é Gabriela. Ela ainda não estudou cinema, mas esse ainda não é o fim do caminho. 

***

Esse é provavelmente o post mais longo e insano desse blog, não sei porque raios decidi fazer essa loucura, mas tenho que dizer que foi divertido. Você que chegou até aqui não é o seu aniversário, mas está de parabéns!

Essa é uma história fictícia inspirada em fatos reais, alguns nomes foram modificados a fim de preservar a identidade das pessoas. Nenhum pássaro foi ferido no decorrer das filmagens. 

2 comentários

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Beatriz
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26 de junho de 2016 13:53 delete

Assim que li o título do seu post, já tava aqui pensando "O meu filme seria musical" e eis que o seu também é hahaha. Acho que tudo seria mais interessante se as pessoas do nada começassem a cantar e dançar. Enfim, ADOREI as músicas! Gravity, Dancing Queen (young and sweet, only seventeeeen), Tell Me If You Wanna Go Home ♥ E o poster também está ótimo, haha.

Beijos!
Vestindo o Tédio

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4 de julho de 2016 18:51 delete

"Acho que tudo seria mais interessante se as pessoas do nada começassem a cantar e dançar." SIMMMMMM! POR QUE O MUNDO NÃO É ASSIM? A vida seria tão leve, mais linda e maravilhosa se ela fosse um grande musical com final feliz <3

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O que dizer dessa pessoa que está escrevendo um comentário? TE CONSIDERO PAKAS!