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Cats Can't Write


Depois de tanto esperar para assistir o tão comentado Bohemian Raphsody, a última coisa que eu esperava era sair do cinema com alguma lição real para a vida. Talvez seja o momento pelo o qual estou passando, que me torna sensível para a mínima menção das questões que me rodeiam a cabeça. Mas seja como for, tem um fator em especial que me chamou a atenção no filme e não tem nada a ver com a caracterização incrível dos atores (sério, os atores ficaram incríveis).  

Pode ser muita pretensão da minha parte dizer que todo ser humano tem dentro de si uma inquietação, mesmo assim vou dizer: todo ser humano é inquieto. Ou ao menos é assim quando tem alguma coisa que não está se encaixando. 

Aqui entra Freddie Mercury e o seu emprego tedioso no grandioso Heathrow. Como nunca fui muito fã de Queen, embora tenha na ponta da língua a letra de várias músicas da banda (acho que o ser humano nasce com We Are The Champions e Love Of My Life no DNA), eu nunca tinha pesquisado sobre a vida dos membros e assim não sabia dessa parte da vida do vocalista. 

Ele estava lá em seu trabalho, onde poderia se acomodar como a maior parte da população mundial, porém tinha uma chama dentro dele que queimava e lhe dizia: amigo, você é muito mais do que isso. E se tem uma coisa que o filme deixa claro é que o homem era muito certo do seu potencial. 

Existe uma coisa que queima dentro de nós, que nos deixa inquietos quando algo não está indo certo, ou ao menos indicando que não devemos nos acomodar naquilo que estamos metidos. Pode ser naquele emprego que não nos faz feliz, mas no fim temos que aceitar, afinal a vida adulta exige certas responsabilidades. Ou aquele curso da faculdade que encaramos só por ser o que “dá dinheiro”, porém não é o que queremos fazer.  

E isso me leva a outro ponto: a espera. Eu acredito cem por cento que o ser humano não foi programado para lidar com a espera, especialmente no ponto em que nos encontramos, quando tudo é tão rápido e o tempo parece escasso. Paciência não é necessariamente o nosso ponto mais forte e como aguentar a espera por algo que às vezes nem sabemos o que é? Temos aquele sonho de fazer uma viagem internacional, ou de ser o próximo nome na lista dos mais vendidos da New York Times, ou simplesmente de descobrir qual é o nosso grande objetivo na Terra. 

Até doí ter que admitir que as coisas acontecem no seu próprio tempo. Quantas vezes será que Freddie Mercury se questionou quando seria sua vez? Ele demonstrava tanta confiança em si mesmo, que pode ser difícil imaginar que ele tenha questionado algo assim. Mas será que em sua imaginação, quando ainda sonhava com o sucesso, chegou sequer perto do que ele realmente se tornou? 

A verdade é que quando algo tem que acontecer, simplesmente vai acontecer sem qualquer interferência nossa. Qual é! Até o físico de Freddie contribuiu para ele ter uma das vozes mais marcantes da música. Aquilo que tem que ser, vai ser. E a nós apenas resta aprender a ser pacientes e não deixar que essa coisa que queima em nossos peitos esfriar. 
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TÍTULO ORIGINAL: Logan
SINOPSE: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.
GÊNERO: Ação, Ficção científica, Aventura
DIREÇÃO: James Mangold
ELENCO: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 16 anos (e não é atoa isso! Tinham crianças gritando e chorando em uma sessão que eu fui)

Vamos falar daquele filme que todos aguardaram ansiosamente, feito crianças esperando os presentes de natal na véspera do dia 25. Já faz mais de uma semana que assisti ao filme pela segunda vez, mas nunca é tarde para falar de Logan. 

Logan nos fala sobre... Logan. Em um futuro não tão distante, mas não tão próximo também (talvez um pouco), nosso amiguinho Logan está velho e ocupa as horas do seus dias e noites como motorista de limusine. Uma vida que logo de cara você percebe: é deprimente. Mas como se não fosse deprimente o suficiente, ainda nos deparamos com um Chales Xavier ainda mais velho e enfrentando alguns problemas de saúde. Eis que surge um serviço para Logan, um serviço que ele recusa diversas vezes, até ser vencido pela insistência (lê-se dinheiro) e acaba indo amarrar o seu burro no lugar errado. 

Esse foi o último filme de Hugh Jacksman no papel do Wolverine, uma coisa que vem sendo tão comentada, que chega a ser redundante eu dizer também, mas bem... É a última vez que Hugh vai nos agraciar com a sua atuação como Wolverine. Eu teria ficado realmente chateada se essa despedida terminasse com o sentimento de tempo perdido que o segundo filme do Wolverine deixa (é sério, foi um sacrifício chegar até o final, mas não costumo largar filmes pela metade). Porém fomos surpreendidos por um filme de respeito, aquele que ao terminar e os créditos subirem, você está lavado em lágrimas e aplaudindo.

O filme segue com muita pancadaria, sangue, coisas e pessoas sendo cortadas, palavrões e até mesmo histórias em quadrinhos dão as caras.


Agora vamos à um parágrafo de apreciação, porque a X-23 (ou Laura) merece um parágrafo só seu. O QUE FOI ESSA MENINA?! A pequena Dafne estava de matar, se é que você me entende. Laura cria uma ligação fofíssima com Charles. Desde o começo o professor comenta sobre um novo mutante, coisa que Logan pensa não passar de balela, já que tem anos que não nasce um mutante se quer, eis que chega a nossa Laura mostrando para o que veio: SER DESTRUIDORA!

E para os fãs de road trips, Logan nos leva do sul dos EUA até Dakota do Norte, numa viagem alucinante tendo que correr de uma galera nada legal, que estão loucos atrás da nossa X-23. É uma viagem de descoberta, uma viagem onde Logan tem a oportunidade de conhecer melhor Laura, onde Charles tem a chance de finalmente trazer um pouco de dignidade a vida sofrida que vinha levando. Como diria locutor da Sessão da Tarde, é uma viagem que promete muitas confusões. 

Portanto, não perca a oportunidade de conferir a última aparição de Hugh na pele de Wolverine (e a de Patrick como Charles, mas eu ainda tenho esperanças apareça em Legion, por favor!) e o surgimento de uma nova mutante maravilhosamente bem interpreta pela Dafne.

Não sei se choro ou se sorrio... 

Metacritic: 77/100 | Rotten Tomatoes: 92% | IMDB: 8,6/10


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TÍTULO ORIGINAL: Don't Breathe
SINOPSE: Três adolescentes sempre escaparam de seus roubos, todos perfeitamente planejados. No entanto, quando realizam seu último crime, assaltando a casa de um senhor cego, o jogo muda. Encarcerados no local, eles precisam lutar por suas vidas contra um psicopata cheio de segredos e terrivelmente habilidoso.
GÊNERO: Terror, suspense
DIREÇÃO: Fede Alvarez
ELENCO: Stephen Lang, Jane Levy, Dylan Minnette
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 14 anos

A primeira vista, seja pelo nome, ou pelo cartaz do filme, O homem nas trevas pode parecer um filme de terror, porém ele tem uma pegada maior no suspense. O longa nos apresenta três jovens que praticam roubos em casas de luxo, quando eles decidem cada um seguir o seu caminho, surge a tentadora oportunidade de assaltar a casa de um velho cego, onde dizem ter uma bolada em dinheiro, que o mesmo ganhou de indenização após o acidente de carro que causou a morte de sua filha. O olho cresce e decidem fazer esse último assalto antes de seguirem com suas vidas, o que ninguém esperava é que um velho cego, e detalhe, um veterano de guerra, fosse dar um baile neles. 

Eu assisti esse filme totalmente ao acaso, fui no cinema com planos de assistir Águas rasas e me deparei com a situação chata do filme ter saído de cartaz, eu acho que não ficou nem três semanas em exibição, então para não desperdiçar a viagem, já que moro no fim do mundo, decidimos assistir outro filme e deu que O homem nas trevas foi a nossa escolha. 

Então entrei na sessão sem expectativa alguma para o filme, na verdade não tinha nem muita noção sobre o que seria o filme, só sabia que o velho ia meter porrada nos novinhos. Tenho que dizer que fiquei impressionada com o resultado, teve algumas coisas que não gostei muito, mas o importante é que o filme causou uma sensação agradável de surpresa. 

Acho que um dos maiores pontos do filme é o ar sufocante de suspense que causa no expectador, é sério, o filme te deixa apreensivo, faz você se contorcer na poltrona, a respiração trava, parece que você é uma quarta pessoa em cena. O filme consegue seguir sem ser previsível, porque assistir um filme de suspense e você adivinhar a trama nos primeiros quinze minutos de tela é MUITO frustrante. 

Outra coisa que achei maneiríssimo é que o filme apresenta uma história, que se você tentar encontrar a lógica de “pessoa boa” e “pessoa ruim” da trama, você simplesmente não encontra. Você pode até começar pensando “os três são bandidos, pessoas ruins, o velho é uma vítima”, porém a partir do momento que o velho tranca os jovens dentro da casa, ele automaticamente deixa o papel de vítima e você percebe que tem caroço nesse angu, E QUE CAROÇO! O que mais eu disser a partir daqui vai ser spoiler bravo, então me limito a dizer: o buraco é bem mais em baixo (literalmente, diga-se de passagem). 

O homem nas trevas foi um agradável surpresa, pode até ter escorregado em alguns pontos, mas pode-se dizer que cumpriu muito bem o seu papel de suspense, ao menos eu estava quase enfartando na minha poltrona x_x 

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Eu costumo fazer posts individuais sobre os filmes que vejo no cinema, mas como foi acumulando das últimas semanas, vou fazer um bem bolado e falar tudo em um post só. 

Se tem uma coisa que não posso reclamar nessa vida é da mãe que Deus me deu, dentre a infinidade de motivos, ela (e a minha irmã também) é a minha companheira de cinema, se eu sou a mais viciada em cinema dessa casa, mamãe é a segunda. Então ir ao cinema não é uma ocasião rara, já teve vezes de assistirmos dois filmes em um único dia, ou de irmos duas vezes ao cinema em uma semana. Em nossa defesa: só tem saído filme interessante!

Bom, vou falar sobre os três últimos que vimos. 

Esquadrão Suicida
Um dos filmes mais aguardados do ano, quando finalmente foi lançado não agradou muita gente e em alguns pontos não tiro a razão de ninguém. Eu tenho que admitir que fiquei um pouco chateada com o Coringa, não o personagem em si, mas como foi usado. Na minha humilde opinião, pelo menos metade da participação dele no filme é quase descartável, o que pareceu mais como um encheção de linguiça só para o personagem ter tempo de tela e ainda pouco tempo, já que cortaram uma infinidade de cenas do cara. 
Mas em contraponto temos a incrível da Viola Davis arrasando como Amanda Waller, a mulher estava possuída de um poder e postura de autoridade, que assim como vi o Mike brincar em um vídeo, se ela mandasse sair da sala do cinema, ele não seria o único a obedecer. 
E também tem a trilha sonora, que sem dúvida é um grande ponto positivo do filme. 

TÍTULO ORIGINAL: Suicide Squad
SINOPSE: Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das "convocadas" por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.
DIREÇÃO: David Ayer
ELENCO: Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Viola Davis
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 12 anos


A Lenda de Tarzan
Comecemos por um belo ponto: Margot Robbie! Essa moça maravilhosa é ninguém menos que Jane, uma personagem totalmente o oposto de Harley Quinn. 
Bom, o filme conta a história algum tempo depois de Tarzan, ou melhor, John ter deixado a vida na selva e voltado para Londres, assumido a fortuna que pertenceu a sua família. 
Olha, sendo bem sincera, ao menos falando da minha pessoa, não foi aquele filme que me deixou pilhada, que sai do cinema quieta, pois estava pensando absurdamente no mesmo. Eu diria que ele cumpre o seu dever de entreter, ele pode ate ser mais significante para alguns do que para outros.

TÍTULO ORIGINAL: The Legend Of Tarzan
SINOPSE: Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimatado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.
DIREÇÃO: David Yates
ELENCO: Alexander Skarsgård, Margot Robbie, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 12 anos


O Bom Gigante Amigo
Esse foi um filme fofura pura. Eu acabei lendo uma crítica não muito boa sobre o filme antes de ver o mesmo e isso meio que acabou quebrando toda a expectativa que eu tinha sobre o longa, acho que foi a primeira vez que entrei no cinema chateada, pesando que iria me arrepender de ver o filme. Olha, eu admito que demorou um pouco para eu me entrosar com o filme, não rolou aquele sentimento logo de cara, mas aos pouquinhos Shopie e BGA foram me conquistando.
O filme passa uma mensagem muito bonita sobre amizade, o valor de uma verdadeira amizade e que vale a pena lutarmos pelo o que acreditamos, por mais loucura que possa parecer.
Uma das minhas cenas preferidas provavelmente é a em que BGA e Sophie vão para a terra dos sonhos capturar sonhos. Ali Sophie tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o gigante amigável e é lindo todos aqueles sonhos "nascendo" das folhas da árvore. Espetacular!

TÍTULO ORIGINAL: The BFG
SINOPSE: A pequena órfã Sophie (Ruby Barnhill) encontra um gigante amigável que, apesar de sua aparência assustadora, se mostra uma alma bondosa, um ser renegado pelos seus semelhantes por se recusar a comer meninos e meninas. A garotinha, a Rainha da Inglaterra (Penelope Wilton) e o ser de sete metros de altura unem-se em uma aventura para eliminar os gigantes malvados que estão planejando tomar as cidades e aterrorizar os humanos.
DIREÇÃO: Steven Spielberg
ELENCO: Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton
CLASSIFICAÇÃO: Livre


Ben-Hur
Esse é o mais recendo da lista, assisti ontem. Eu não sabia bem o que esperar do filme, eu nunca se quer tinha assistido o antigo. 
Tenho que falar sobre a cena da corrida de bigas, imaginem alguém que ficou se retorcendo na cadeira, essa pessoa era eu. Me encolhi na poltrona, fiquei apertando a própria cara e imaginando o quanto ferrada estaria se fosse eu no lugar daqueles homens. É uma cena de tirar o fôlego e segundo o que eu li pelas internets da vida, toda aquela estrutura (não acredito que tudo exatamente) do estádio foi construído em escala real, o que só torna o negócio ainda mais monstruoso, adoro quando fazem essa coisa de construir todo o cenário pra valer, fica tão lindo! E mais real, impossível. 
E devo dizer que gostei muito dessa coisa da história ser inserida em um contexto bíblico, para quem é cristão causa aquela emoçãozinha no coração.

TÍTULO ORIGINAL: Ben-Hur
SINOPSE: O nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança.
DIREÇÃO: Timur Bekmambetov
ELENCO: Jack Huston, Morgan Freeman, Toby Kebbell
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 14 anos 


Agora é esperar a próxima semana, pois quinta-feira chega Pets, Águas Rasas, Café Society e Nerve! E você, já assistiu algum dos filmes acima? Se sim, o que achou? 


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TÍTULO ORIGINAL: Finding Dory
SINOPSE: Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.
GÊNERO: Animação, comédia
DIREÇÃO: Andrew Stanton, Angus MacLane
ELENCO: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Idris Elba (vozes originais, inglês)
CLASSIFICAÇÃO: Livre

Finalmente chegou no cinema o filme capaz de despertar o lado mais criança de um adulto, a ponto de fazer o mesmo cortar fila de criança no cinema! Por favor, vamos falar sobre Procurando Dory.

Procurando Dory se passa um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme (e eu aqui achando que foram 13...). Dory está vivendo no coral com Marlin e Nemo, certo dia a peixinha é encarregada de ser professora assistente do já conhecido por todos, Mr Ray. Eles levam a classe para ver a migração das arraias, enquanto as crianças aprendem sobre como funciona a migração, Dory tem um insight e passar a ter algumas memórias esquecidas sobre o seu passado e os seus pais. Movida pela saudade que ela nem sabia que tinha, embarca em uma aventura juntamente com Marlin e Nemo para encontrar a sua família. 


Quem não lembra quando saiu as primeiras notícias de que a Pixar estaria mesmo trabalhando em uma continuação de Procurando Nemo? E a euforia de quando descobrimos que na verdade seria um filme sobre a Dory? 

Eu fui ao cinema acompanhada de minha irmã e minha melhor amiga, as mesmas pessoas que assistiram Procurando Nemo no cinema lá em 2003 comigo, então aquela sessão tinha tudo para ser o momento mais nostálgico do ano e realmente foi. Em alguns momentos voltamos lá no primeiro filme e ai passamos a entender o que foi que aconteceu em 2003, o que levou a nossa peixinha desmemoriada a encontrar Marlin totalmente por acaso.

Temos encontros com alguns personagens já conhecidos e temos a introdução de novos personagens, que vão arrancar muitas risadas, farei uma menção honrosa a Beca e Geraldo.


Acredito que para os mais sensíveis é mais do que recomendado levar um lenço junto, pois momentos para rolar uma lagrima não vão faltar, seja por emoção, ou pela tristeza de lembrar o quanto você era feliz e não sabia quando saiu Procurando Nemo no cinema... Bom, isso soou meio dramático.

Acredito que Procurando Dory tem uma mensagem super legal a respeito do que acreditamos ser limitações, independente de quais sejam. Dory mostrou que mesmo com o seu problema de memória curta, ela podia fazer qualquer coisa e principalmente: ela é importante! Limitações na verdade não são limites, só significa que você precisa encontrar um jeito criativo de superar as adversidades da vida. Todos são importantes e podem fazer coisas incríveis! 

Portanto, aqueles que foram crianças nos anos 2000 (e também aqueles que já não eram mais!), vamos ao cinema e mostrar a esse mundão que animação não é coisa só de criança! 

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Não sei quem fez essa edição bacanuda, só sei que peguei aqui.

TÍTULO ORIGINAL: Captain America - Civil War
SINOPSE: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.
GÊNERO: Ação
DIREÇÃO: Anthony e Joe Russo
ELENCO: Chris Evans, Robert Downey Jr, Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 12 anos.

Vamos falar de filme? Sim, vamos falar de filme. E de qual filme vamos falar? Vamos falar de Capitão America: Guerra Civil, meninos e meninas. Só para entrar no clima do conflito, vou dar um play em Bad Blood. 

A não ser que você tenha vivido em uma caverna nos últimos meses, todo mundo sabe o que é Guerra Civil, o filme que todo mundo acreditava ser um Vingadores 2.1, no fim é mais um Capitão América 2.1 (ou vamos arredondar para 3 de uma vez, ok?). 

O terceiro filme do Picolé aka Steve se passa depois do segundo filme dos Vingadores, é claro, dessa vez vemos todas as catástrofes em que os amigos Vingadores se meteram ter uma consequência sobre os já citados. Depois de uma mal sucedida missão na África, que termina com a morte de vários civis, é a gota d'água no balde da paciência da humanidade, o governo é pressionando para tomar o controle sobre os heróis, que até então faziam o que queriam (alguém quer impedir o Thor de fazer alguma coisa? Eu não!), entra em cena o Tratado de Sokovia, que basicamente coloca todos os super humanos sob o poder do governo (afinal, o governo não é um lugar tomado de ganancia, deixar um bando de super poderosos sob o comando deles é bem mais seguro). Steve não concorda, pois acredita que estará vendendo a sua liberdade, enquanto Tony defende o registro com vigor, o que acaba criando uma rachadura entre os Vingadores. Eis que no dia que o tratado está para ser assinado, acontece um atentado à sede da ONU, realizado por ninguém mais e ninguém menos que Soldado Infernal... Quero dizer, Invernal (interpretado por Sebastian Satan. NÃO! Stan!). Então com Steve defendendo Bucky e indo contra o tratado, se dá início a um conflito entre os Vingadores. 

Antes de tudo eu só quero dizer algo: não entre no cinema achando que vai se deparar com um live action de Guerra Civil, isso não processe e acho que depois de anos vendo filmes da Marvel Studios, já entendemos que eles não vão entregar algo 100% fiel ao material original (Disney fazer algo +16? Quero ver isso acontecer!). Tem quem se chateia, tem quem quer tacar fogo na Marvel Studios, tem quem tanto faz como tanto fez e tem quem curte. Seria muito louco ter uma adaptação certeira de Guerra Civil? Seria de explodir a cabeça! Infelizmente não é dessa vez. Mas isso não quer dizer que é ruim, certo? Certo.

Aviso dado (não que eu ache que existe algum desavisado), voltemos ao foco. 

Eu acho que nunca tinha visto um filme da Marvel que me deixou tão pilhada, as cenas de lutas são simplesmente frenéticas, ver Viúva Negra metendo a porrada nos caras é praticamente uma obra de arte, alguém devia expor em um museu. Foi quase a mesma sensação de assistir Demolidor, quem assistiu a série vai entender, é uma coisa de você se remexer na cadeira ao imaginar aquele chute vindo no meio da sua cara, só tinha menos sangue e ossos quebrando. 

É como aquele ditado de Twitter: estou digitando com os pés, porque com as mãos estou aplaudindo. O roteiro pensou em cada personagem presente na trama, quem não sentiu aquele frio na barriga de imaginar que algum personagem ficaria apagado? Os caras conseguiram encaixar cada um de forma que você não sentisse que alguém ficou de lado, só o Visão, ele eu achei que não estava com muita presença. 

Feiticeira Escarlate mostrou que veio pra fazer a gente surtar com o poder dela (digo principalmente no sentido de força), ao mesmo tempo que ela é só uma garota, ela é uma garota com um poder imenso e eu estou muito ansiosa pra ver até onde ela ainda vai nos levar. Pantera Negra rouba a cena quando aparece, você quase consegue ignorar todo o resto da cena só pra focar naquele uniforme maravilhoso chutando umas bundas. Homem Formiga é outro que vai te surpreender e MUITO, ele é o cara que tem o papel de ser o alívio cômico do lado do Steve e cumpre o seu papel no filme com cenas incríveis e frases ilárias, quem não surta com aquelas cenas do microverso?

Deve ser uma honra levar um chute desses pés reais.

Agora vou até separar um parágrafo para o próximo personagem, aquele que me fez chorar no cinema: Peter Parker! Eu estava tão ansiosa pra ver o menino Tom no filme, que quando ele finalmente apareceu não deu pra conter os sentimentos, eles falaram mais alto (pelo menos foi um choro silencioso). O filme já era especial, a presença dele só completou o pacote. Vou nem falar muito, se não spoiler vai rolar solto.

Claramente eu, principalmente na última parte.

Marvel, não é o seu aniversário, mas você está de parabéns! Eu já falei aqui que eu gosto muito de Guerra Civil, porque ela é uma histórias sobre consequências, ela não tem um vilão, ela tem pessoas em conflito, tem pessoas defendendo ideais, tem pessoas lutando pelo o que acreditam e quando se coloca isso numa realidade em que essas pessoas têm super poderes, o resultado só pode ser catastrófico, destruidor de sentimentos. E o filme não falhou em mostrar uma versão mais MCU de Guerra Civil. 

Sai do cinema satisfeita, extasiada, expectativas mais do que superadas. Agora fico me perguntando: o que vão aprontar para o terceiro filme dos Vingadores? Espero ser surpreendida novamente.



PS: espero que a próxima vez que eu for chorar por causa da aparição de alguém em um filme, que esse alguém seja o Demolidor. Vlw! Flw!

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TÍTULO ORIGINAL: The Jungle Book
SINOPSE: A trama gira em torno do jovem Mogli (Neel Sethi), garoto de origem indiana que foi criado por lobos em pela selva, contando apenas com a companhia de um urso e uma pantera negra. Baseado na série literária de Rudyard Kipling.
GÊNERO: Aventura
DIREÇÃO: Jon Favreau
ELENCO: Dan Stulbach, Marcos Palmeira, Thiago Lacerda (brasileiro)
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 10 anos

Necessário, somente o necessário, nos ensinou Baloo quando éramos crianças e em abril tivemos a estreia do live action do famoso Mogli, O Menino Lobo.

Nos é apresentada a história de um garoto que vive na selva, onde foi criado entre os lobos e tendo uma pantera negra (não o T’challa, o Bagheera) como amigo e meio que um tutor. Eis que a seca chega a selva, naquele ano sendo a mais agressiva de todas, quando o rio seca assim surgindo a Pedra da Paz é iniciada a Trégua da Água, uma lei da selva onde nenhum animal pode atacar ao outro, pois eles consideram a água mais importante que alimento, assim predador e presa dividem o mesmo espaço. No período da trégua Shere Khan, um temido tigre da área, descobre Mogli vivendo entre os lobos, dominado pelo ódio ele promete fazer o que estiver ao seu alcance para matar o menino quando a trégua terminar. 

Apesar de não me lembrar mais com tanta clareza de como era a animação, foi um tanto nostálgico entrar no cinema e ver um live-action de uma animação que me acompanhou na infância, principalmente na cena em que Mogli está sobre a barriga do Baloo e eles cantam aquela musiquinha que todo mundo tem na ponta da língua. 


Mogli é um caso a parte de fofura, é um garoto muito genioso e que está a procura do seu lugar na selva. Ali ele cria laços com alguns animais, tem o Bagheera como um grande tutor e amigo, a loba Raksha é a sua imagem de mãe e os seus filhotes como irmãos e quando Baloo surge é como se Mogli encontrasse o seu espaço, alguém que não achava estranho ele fazer os seus truques. É um filme sobre encontrar sua identidade, também sobre a união é que faz a força. 

O visual do filme é simplesmente espetacular e fica ainda mais incrível quando você descobre que ele foi totalmente gravado dentro de um estúdio! O visual da selva é maravilhoso, que você pode até pensar por um rápido momento “eu acho que isso é de verdade”, parece que tiveram um cuidado especial em fazer o não-real passar por algo real, o nível de detalhe nos animais, o pelo, o brilho e principalmente os olhos, os olhos são incríveis e expressivos. 

Foca na perfeição FOCA NA PERFEIÇÃO

Não é um filme que foge de alguns problemas, mas acredito que as suas qualidades (destacando novamente toda a edição do filme, o cenário, etc) falam muito mais alto. No fim de tudo precisamos apenas do necessário, pois o extraordinário pode ser de mais (ah, eu tinha que falar isso!).

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Talvez eu esteja começando essa resenha pela milionésima vez, eu queria de verdade entender qual está sendo a razão dessa resenha não querer sair, mas deixando o drama de lado, vamos falar de Zootopia. 

Eu ainda me lembro quando as primeiras informações a respeito da animação começaram a vagar pela internet, eu já me animei logo de cara, porque adorei saber que um dos personagens principais seria uma raposa (adoro raposas). 

O filme conta o caminho de Judy, uma coelha (fofa, convenhamos), que desde pequenininha (ok, ela ainda é pequenininha) sonha em deixar a sua cidade natal no interior para ser policial na grande Zootopia. Com muito esforço ela consegue ganhar o seu lugar no departamento de policia, logo no seu primeiro dia é passado um estranho caso de desaparecimentos por toda Zootopia, todos os policiais são designados a investigar os desaparecimentos, menos Judy, que por conta do seu tamanho julgam que ela não está apta a entrar nesse caso, assim indo trabalhar como guarda de trânsito. 

Zootopia no exemplo mais simples possível é uma São Paulo habitada por animais, é um centro onde se concentram as mais variadas espécies de animais, predador vivendo lado a lado com a presa, e por conta dessa variedade de animais a cidade é dividida em setores para acomodar da melhor maneira possível os seus habitantes, algumas das divisões são a floresta, o deserto e o ártico. 

Apesar de toda essa preocupação em acomodar os habitantes da cidade, vemos através das experiências da já citada Judy e da raposa Nick que ainda existe muito preconceito na sociedade. Desde o inicio do filme vemos os animais julgarem se Judy é capaz de se tornar uma policial, quanto a Nick, o fato de julgarem as raposas sempre como traiçoeiras e pilantras, ele acaba se tornando justamente isso. 


O destino dos dois acaba se encontrando quando Judy está trabalhando no trânsito, que apesar de não ser o que ela queria ainda assim estava dando tudo de si. Acaba sendo engraçada a relação do dois animais, enquanto Nick leva tudo na malemolência, Judy está a todo o vapor tentando conseguir aquilo que deseja. 

Acho que a coisa que mais me encantou no filme (além da Judy e do Nick) é o fato de terem colocado tantos assuntos em um filme inicialmente para o público infantil, porém não pareceu que teve informação de mais, pelo contrário, tudo se encaixou de uma forma incrível. Aprendemos como o preconceito é ruim (alguém ainda tem dúvida disso?!), aprendemos sobre ter perseverança naquilo que desejamos, sonhos tem valor sim! Temos um exemplo lindo de amizade, vários exemplos incríveis sobre assumir a responsabilidade dos seus atos e que devemos sim pedir perdão, ah! E as aparências podem enganar! 

Zootopia é uma animação recheada de referências! Tem referência sobre a própria Disney, referência ao Poderoso Chefão e eu juro que tem uma cena que eu acredito ser uma bela referência a Breaking Bad! Se não for, são muitas coincidências em uma única cena. 

Zootopia está ai para ressaltar aquilo que muitas animações já vem falando há anos: desenhos não são e nunca serão SÓ para crianças!



E não é que na última tentativa a resenha finalmente saiu...

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TÍTULO ORIGINAL: The Revenant
SINOPSE: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.
GÊNERO: Aventura
DIREÇÃO: Alejandro González Iñárritu
ELENCO: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 16 anos. 

Esse texto pode muito bem soar como uma declaração de amor à O Regresso, o que não está errado vendo o quando eu amei esse filme. 

Tive o prazer de assistir o filme ao lado da minha digníssima mãe e infelizmente muito próximas de um casal tagarela. O Regresso fala exatamente do que o título diz: o regresso. Então cabe a você perguntar: quem está regressando? Essa pessoa está vindo de onde? E para onde ela vai? Ah! Como eu amo títulos diretos. Hugh Glass é a pessoa quem retorna (já repeti de mais a outra palavra), ele é um caçador e também uma espécie de guia, que está trabalhando entre um grupo de caçadores que se embrenham no meio de um território selvagem e longe de qualquer coisa que significasse civilização em 1800. Após o acampamento ser atacado por um grupo de índios, aqueles que sobreviveram contam com Hugh para leva-los de volta a “base” dos caçadores. Como se já não estivesse tudo indo ruim e a vida provando que nada pode ser ruim de mais que não possa pior, Hugh é atacado por um urso ficando quase a beira da morte. Deixado para trás aos cuidado de John Fitzgerald (Tom Hardy) e o jovem Bridger (Will Poulter), novamente Hugh é deixado para trás jogado dentro de uma cova rasa e ai começa um retorno triunfal e que me deixou com vergonha de mim mesma, porque eu não teria feito metade do que aquele homem todo ferrado conseguiu fazer, se o filme fosse sobre mim tinha terminado já na cena dos índios atacando o acampamento... 

A história do filme é incrível, uma grande lição de vida para essa pessoa preguiçosa e reclamona que vos escreve, como eu falei, não teria capacidade de fazer metade do que Hugh fez. Mas o que realmente me deixou deslumbrada e jogando elogios ao vento para esse filme foi o visual dele. 

Tudo começa com o cenário escolhido, é um lugar que ser visto pelos próprios olhos deve ser de arrancar o ar dos pulmões de tão maravilhoso. O diretor não sendo nada burro é claro que usou e abusou da paisagem magnífica que tinha em mãos, eu queria ficar gritando “mostra mais! O MEUS OLHOS PRECISAM DE MAIS!”. 

Eu não sou de ficar prestando atenção na questão estética do filmes na primeira vez que o vejo, a primeira vez eu costumo dizer que é pela diversão, depois eu paro para pensar em outras questões discutíveis, porém esse filme foi uma exceção, a direção de fotografia fez um trabalho tão espetacular, que mesmo você não parando para observar isso você acaba vendo (é, isso ficou confuso).

O Regresso é tão bom, mas TÃO BOM, que eu voto em até a pessoa que servia café para equipe ganhar um Oscar!

O filme terminou e eu estava imóvel tentando me lembrar o que fazemos quando um filme acaba, dei uma olhar para o lado a tempo de ouvir a menina do casal boca nervosa soltando a seguinte frase: que filme bosta. Duas coisas me impediram de ser uma intrometida naquele momento: a) eu estava perdida entre algumas cenas do filme que voltavam como tiros na minha cabeça; b) EU AMEI O FILME E NÃO DESPERDICEI O MEU INGRESSO ao contrario de certas pessoas que não prestou atenção e depois a culpa é do filme. E outra, o filme me ensinou uma coisa: à mim não pertence a vingança (segura a referência!!!).


E agora peço licença para lhes contar uma breve história:

Era uma vez um pobre garoto que desejava ganhar um Oscar

Mas o mesmo o esnobava

Não importava o quanto se esforçasse 

Sempre lhe diziam

Então um dia ele ganhou um prêmio, porém

Com o grande dia chegando ele gostaria de dizer que estava bem

Mas não estava

Estavam para anunciar sua categoria

 Então

E agora

FIM!!!
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Depois de tanto enrolar enfim resolvi falar sobre O Bom Dinossauro. Não tão estranhamente, já que adoro fazer isso, eu assisti a animação duas vezes e logo na sequencia, não me dei nem ao luxo de respirar um pouco. 

Tentando fazer um resumo geral, o filme trabalha sobre o imenso: E SE o meteoro que teoricamente teria extinguido a vida da Terra há muitos zeros de distância de nós não tivesse atingido o nosso planeta? De um jeito divertido o meteoro passa direto da Terra e assim os dinossauros continuam tranquilamente as suas vidas, então alguns milhões de anos após o QUASE fim do mundo os dinossauros se desenvolveram como teria sido com o ser humano. Arlo e sua família vivem em uma fazenda onde o seu principal sustento vem da terra, mais especificamente eles vivem do milho. O jovem dinossauro é claramente muito medroso (me identifiquei horrores) e após alguns eventos ele literalmente cai em uma aventura.


Depois da Pixar ter nos presenteado com o incrível e “mudador” oficial de filosofias de vida, Divertida Mente, é claro que muitas pessoas foram ao cinema se preparando para mudarem sua filosofia de vida uma segunda vez, pois a Pixar tem o direito de fazer isso conosco. Porém, e isso é um gigante porém, O Bom Dinossauro it’s not the new black, ele não é e em momento nenhum prometeu ser um novo Divertida Mente, o que deixou pessoas chateadas e pior, comparando um filme com o outro, o que não tem sentido nenhum, afinal são histórias TOTALMENTE diferentes. 

Enfim, deixando o meu desabafo para trás, vamos focar apenas em O Bom Dinossauro. A primeira coisa que me atraiu quando começaram a sair as primeiras noticiais à respeito de O Bom Dinossauro foi: tem dinossauros. E bom, não precisava de segundo motivo, afinal era um filme da Pixar e dela sempre espero nada menos que o melhor (a gente releva Carros 2). 


Acho que uma das coisas que mais merece destaque na animação é o visual maravilhoso, enquanto eu assistia o filme com a minha irmã eu ficava na orelha dela “isso é muito real, não pode ser só computação gráfica” e realmente depois vi em algum lugar que algumas cenas foram feitas com cenários de verdade. E FICOU LINDO! Uma cena em que o Arlo está na beira do rio, o sol nascendo batendo direto no rosto verde dele era tão real, ficou tão incrível que eu me permiti ser iludida (sofredora) por alguns instantes, acreditando que o Arlo existia mesmo.

Como falei, o filme apresenta uma história simples, eu diria que os seus pontos principais são o desenvolvimento da amizade e o desenvolvimento do próprio personagem principal, no caso, o Arlo. Vemos um dinossauro covarde tendo que lidar com os seus próprios demônios e descobrindo que existem muitas coisas maiores que os seus medos, como por exemplo a amizade que cresce entre ele e o menino (lobo?), Spot. 

O Bom Dinossauro pode não ser um Divertida Mente, o que o torna ainda melhor, afinal ninguém quer um repeteco, de um jeito simples o filme mostra coisas valiosas. Não é um filme perfeito, pois ainda tem os seus deslizes, porém em nada diminuem a sua beleza e encanto. E termino esse post com a seguinte frase: a única forma de ser corajoso é sentindo medo (essa é para você, Arlo!).


PS: mas pensando em Divertida Mente, seria BEM engraçado ver como funcionava a mente do Arlo cada vez que ele saia gritando. 

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TÍTULO ORIGINAL: The Man from U.N.C.L.E.
SINOPSE: Na década de 1960 os até então inimigos mortais Napoleon Solo (Henry Cavill), agente da CIA, e Illya Kuriakin (Armie Hammer), espião da KGB, são obrigados a cooperarem. A grande missão da improvável dupla EUA-Rússia é combater a terrível organização T.H.R.U.S.H., que desenvolve armas nucleares.
GÊNERO: Espionagem, Ação, Comédia
DIREÇÃO: Guy Ritchie
ELENCO: Henry Cavill, Armie Hammer, Alicia Vikander, Elizabeth Debicki
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 14 anos. 
[Era pra esse post ter saído há exatamente duas semanas, mas o destino, cruel e perverso, trouxe uma chuva muito louca terça-feira retrasada, que resultou na queda da torre da internet e só hoje o sinal finalmente voltou. Então ao ler esse post, volte no tempo há duas semanas e vamos fingir que é o dia 08 de setembro.]

Eu estou passando por um maravilhoso e gigante bloqueio criativo pra posts, que pra manter o blog na ativa e não parecer que fugi pras colinas, hoje vou falar de um filme que assistir ontem no cinema. De qualquer jeito eu ia falar dele, mas ele está sendo considerado a salvação do blog pra não ficar com cara de abandono. 

Enfim, ontem tive uma incrível tarde em família e fomos ao cinema assistir O Agente da U.N.C.L.E. Minha ideia inicial era assistir dois filmes, pois minhas irmã queria porque queria assistir O Pequeno Príncipe, porém não rolou e fomos todos juntos e felizes assistir O Agente da U.N.C.L.E.

Eu adoro filmes de espiões e eu já estava de olho nesse filme desde que o seu cartaz, há meses, surgiu lá no fundo do corredor do cinema, bem lá no fundo, aquele lugar que você olha os cartazes e pensa “esse ainda vai demorar”. 

Adorei o filme e não porque tinha dois caras gatos, afinal um filme tem que ir além de rostinhos bonitos, mas rostinhos bonitos contribuem. Gostei da caracterização anos 60, em minha cabeça ficava “eu quero sair do cinema e me vestir igual a Gaby”. E gente, que felicidade foi ter uma moça bonita e maravilhosa com o mesmo apelido que eu! Me senti representada. 

O longa tem a sua dose de humor o suficiente pra fazer o cinema inteiro dar boas gargalhadas. 

Eu sou uma pessoa facilmente conquistadas por bromances e não foi diferente com Solo e Kuryakin. É engraçada a forma como o americano e o russo se atacam verbalmente no inicio, existindo uma competição entre ambos, afinal é o que todo mundo espera ao ver Estados Unidos e Rússia trabalhando juntos. 

Admito que o clímax deixou um pouco a desejar, ao menos no meu ver. Sai do cinema com aquela sensação de que faltou algo, mas de longe isso frustrou minhas expectativas, o filme atingiu o seu objetivo e me cativou (sério, agora vou usar essa palavra tipo pra sempre). 

Se você está a procura de um bom longa metragem para assistir, O Agente da Uncle está aí para  eu recomendar e você se entreter. 

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TÍTULO ORIGINAL: The Little Prince
SINOPSE: Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteróide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.
GÊNERO: Animação
DIREÇÃO: Mark Osborne
CLASSIFICAÇÃO: LIBERADO PRA GERAL!

Que eu amo animações, acho que isso não é segredo. E quero dizer que anteontem tive o imenso prazer de ver uma das mais incríveis, singelas e emotivas animações que já vi em toda a minha vida. E estou falando de O Pequeno Príncipe! 

Admito que eu nunca tive contato com nada do Pequeno Príncipe, pra ser sincera eu se quer sabia como era a história, só sabia que em algum momento havia uma raposa que falava sobre ser cativada.

Eu ainda estou extasiada com a beleza tanto visual, quanto da história em si, do filme. É mostrado uma sociedade controladora, que só pensa no grande amanhã e crianças simplesmente tem aquela magia da infância tirada de si, pois elas precisam se preparar pro amanhã.

O filme não retrata a história propriamente dita do Pequeno Príncipe, mas sim a de uma garotinha, que é pressionada pela mãe pra ser a candidata perfeita para uma escolha de prestigio. Ambas histórias são intercaladas conforme essa garota vai aos poucos sendo cativada pela história do Pequeno Príncipe. Ah, detalhe: em nenhum momento é citado os nomes dos personagens, se não os originais da história do Pequeno Príncipe.

Uma coisa muito divertida é a relação de diferentes tipos de animação dentro do filme, temos a animação 3D representando o mundo real dentro do longa e o stop motion quando é passado pra parte de fantasia, ilustrando a história de O Pequeno Príncipe.

É impossível não se apegar ao velho aviador como a garotinha se apega. Através de O Pequeno Príncipe, o velho aviador mostra um mundo diferente a ela, um mundo divertido, engraçado e principalmente o valor de uma verdadeira amizade e o amor.

E é o seguinte, vai assistir o filme? Pois prepare os lenços! Pois existem momentos bem emocionantes, eu por exemplo achei simplesmente linda a cena do Pequeno Príncipe com a raposa (e estou citando esse cena, porque, vamos lá, isso não é spoiler... Mas é emocionante).

Eu achei a animação espetacular, tanto visualmente como na história. Me senti super incentivada a ler O Pequeno Príncipe e principalmente a assistir a animação novamente! 

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Hoje eu quero derramar amor na tela de seus computadores, pois quero falar de um dos melhores filmes que eu tive o prazer de ver em meus vinte anos de vida. DIVERTIDA MENTE!

Eu sou uma amante incorrigível de animações, principalmente aquelas que dizem respeito a Disney/Pixar. No meu coração existe um espaço exclusivo para animações e se eu gostar de alguma, eu vou assisti-la repetidas vezes até decorar todas as falar do começo ao fim. 

Já estava com altas expectativas desde que Divertida Mente começou a ser anunciado, quando eu vi que a ideia do filme era mostrar os sentimentos dentro de nossas cabeças, eu pensei “ai vem coisa boa”. Eu adoro animações justamente por elas pegarem algo simples, como os sentimentos, por exemplo, e criar um universo paralelo, onde apesar da ficção, tudo faz total sentido com a realidade. E é isso que senti assistindo Divertida Mente!

Ainda não sei expressar direito o que esse filme me faz sentir, mas sei que é algo muito bom. Eu tenho vontade de chorar no começo, quando Riley não passa de um bebê recém- nascido e a Alegria é o primeiro sentimento a surgir. A expressão da Alegria, a admiração dela em ver os rostos dos pais da Riley, é realmente tocante, vai lá no fundo do seu coração resgatar um sentimento bom (ou no fundo do seu cérebro haha).

Ok, se você não assistiu ao filme e odeia spoilers, eu sugiro que pare de ler aqui, mas fique sabendo: Divertida Mente é uma das melhores animações já criada pelo ser humano e vale a pena um tempinho do seu dia para ser assistida, pois apesar do seu público alvo ser as crianças, o filme aborda assuntos muito interessantes que valem também paro os adultos, como a tristeza. Agora entendendo isso, pode evitar o spoilers parando de ler aqui E VÁ ASSISTIR DIVERTIDA MENTE. 

Retomando... Eu tenho que falar da Tristeza. O papel dela no filme é um dos mais incríveis que já vi! Normalmente a tristeza é sempre vista como algo ruim, como algo que devemos evitar e o filme mostra o contrário. A cena em o Bing Bong perde seu carinho, a Alegria tenta fazer aquilo que lhe dá o nome, alegra-lo, mas não consegue, então Tristeza entra em ação. Você passa a entender o papel da Tristeza ali, ela não vem para o mal e sim para o bem, pois quando tristes choramos, desabafamos, procuramos alguém para ficar próximo e são essas coisas que tiram aquela sensação ruim e pesada de dentro de nós. Eu simplesmente não posso evitar chorar no momento em que a Alegria percebe isso e vê que a Tristeza tem um papel importante na vida de Riley assim como ela. 

Eu adoro o momento em que Alegria, Tristeza e Bing Bong entram nos estúdios onde são feitos os sonhos, foi uma sacada genial para explicar os sonhos! 

Outra coisa bem interessante de se perceber é a questão das mudanças no painel de controles. No inicio do filme, quando Riley ainda é um bebê, vemos apenas um botão. Depois o painel já é bem maior e no momento em que ela completa os 12 anos, fazendo menção ao inicio da pré-adolescência, é mostrado o painel sendo trocado por algo ainda maior, com uma variedade maior de ações, mais completo. É engraçada a reação do Raiva vendo os diversos palavrões disponíveis a ele. 

Ah. E é bem interessante analisar esse ponto dos palavrões também, pois não é algo que se costuma ver sendo discutido em filmes destinado as crianças. Ali Raiva questiona várias vezes “agora a gente pode usar aquele palavrão novo?”. Chega a ser cômico no final, quando ele testa alguns dos botões de palavrões e o Medo os censura com aquele sonoro “piiiiiii”.

Como eu disse, é um filme que vale também para os grandões também. Ele aborda assuntos muito interessantes, como o da tristeza já citado, também mostra muito a relação familiar. Eu particularmente achei linda a relação de Riley e seus pais, você percebe a interação e união entre eles até mesmo em suas brincadeiras, isso fica ainda mais claro nas lembranças da Riley que passam na tela no decorrer do filme. 

Não sei se a animação ainda está em cartaz, faz um pouco mais de um mês que Divertida Mente foi lançado no cinema e pelo menos na minha cidade os filmes não costumam ficar por muito tempo em cartaz, o que é uma pena. Mas surgindo a oportunidade, vai por mim, assista o filme e você não vai se arrepender!

Esse post faz parte do projeto BEDA – Blog Every Day August, que consiste em postar algo todos os dias durante todo o mês de Agosto, promovido pelo grupo Rotaroots.
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