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Cats Can't Write


Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Nesse mês de Junho, chega aos cinemas uma das adaptações mais aguardadas do ano, a do livro Como eu era antes de você (originalmente, Me before you), da escritora Jojo Moyes, também autora de A última carta de amor. O filme já conta com dois trailers que trazem cenas com toda a essência do livro e também a música Photograph do cantor Ed Sheeran na trilha sonora, que SIM, faz toda a diferença! Eu, por exemplo, acabei chorando enquanto assistia, e como boa guerreira que sou, tomei minha dose de coragem, e prometi que iria ler antes da estréia. Ganhei o livro como presente de viagem para casa de parentes há um tempo, no entanto estava jogado ao relento numa pilha de livros que eu sempre compro e demoro séculos para ler. Vai dizer que não faz isso também? Sem julgamentos. Depois da leitura, me arrependi de não ter começado antes!

Como eu era antes de você é narrado pela nossa protagonista (com exceção de poucos capítulos com outros pontos de vista) Louisa Clark, que acabou de perder o emprego e está sem nenhuma perspectiva na vida, já que precisa arrumar rápido um emprego para ajudar nas despesas da família. Ela aceita qualquer coisa — menos trabalhar numa fabrica de frango —, e surge a oportunidade de última hora de ser ajudante de Will Traynor, que ao sofrer um acidente, acaba tendo graves consequências, e passa seus dias enfurnado dentro da própria casa, ranzinza e sem vontade de viver. Nenhum dos dois sabe o quanto esse encontro vai mudar a vida de cada um. 

Ao ler uma sinopse dessas, você já deve imaginar como deve ser o desenrolar da historia: mocinha meiga que faz de tudo para melhorar a vida do patrão chato, e vivem uma grande historia de amor, certo? Errado! Mas foi exatamente isso que eu pensei, admito com um pouco de vergonha esse meu “pré-conceito”. A história já começa com uma cena tensa de flashback, e logo passa para os dias atuais. 

Louisa é alegre, falante, e veste as roupas mais loucas que você pode imaginar, completamente o oposto de Will, que é melancólico, sarcástico e faz de tudo para deixar a pobre Clark nas maiores saias justas. Entretanto, nem sempre ele foi assim. Era um jovem elétrico, que adorava a vida, tendo altas aventuras, como mergulhos, escalando montanhas, tudo que pudesse dar adrenalina, amava seu corpo e se exercitar, por isso é tudo tão difícil após o acidente. Sua nova vida é bem limitada, e com a chegada da garota, tudo muda novamente. Depois de descobrir um segredo da família Traynor, Clark fará de tudo para que Will consiga ver graça na vida novamente. Durante o livro, acompanhamos varias ideias que ela insiste que vão mudar o modo de pensar do rapaz, como, saídas de casa para lugares novos, viagens loucas, ou qualquer coisa que possa fazê-lo feliz. Mesmo quando as coisas não saem como o esperado, ela não se deixa abater. 

A obra tem vários pontos positivos como uma leitura leve e contínua mesmo abordando temas pesados, sendo muito fácil mergulharmos de cabeça na história e realmente vivê-la. A cada capítulo eu me envolvia mais em tudo aquilo, descobrindo mais coisas sobre os personagens e ficando com o coração apertado a cada desfecho novo. Os personagens são bem construídos, e o leitor consegue se identificar com a grande maioria deles. Nada daqueles personagens que são 100% bons ou ruins. Eles são humanos, com defeitos e qualidades, como eu e você, por isso é tão fácil ver o amadurecimento deles durante toda a trama. A ajuda mútua entre os dois protagonistas é muito forte, e vemos o quanto eles se esforçam um pelo outro. 

Eu simplesmente adorei a família da Clark, mesmo com as dificuldades do dia-a-dia, vemos que eles se importam uns com os outros, são para cima, e vivem como podem. O pai dela foi o que eu mais gostei, sempre de poucas palavras, mas muito caloroso. Sua mãe com as teorias mais loucas do mundo, não consegue ficar parada, e é fanática por limpeza. Sua irmã mais nova, Katrina, engravidou cedo, e teve que deixar a faculdade para se dedicar ao seu filho. Ela é cética, sem sentimentalismo, e possivelmente a mais culta da família. Clark e a irmã vivem em pé de guerra, porém mesmo com as diferenças, notamos o amor ali. E claro, o seu avô, que está doente, e passa seus dias em frente à TV assistindo corrida de cavalos. 

A visão que temos dessa família entra em choque com o que vemos a de Will, onde seus pais de longe não são mais os mesmos, sua mãe só falta colocá-lo dentro de uma bolha, seu pai é ausente, e sua irmã vive em um continente distante. Já dá para notar que ele tem uma vida bem complicada, além dos seus próprios problemas. Uma grande pessoa presente em sua vida é Nathan, seu enfermeiro particular, que é até um alívio cômico para a história. 

Um dos pontos “negativos” (não diria negativo, mas por falta de outra palavra vamos deixar essa) é o misto de sensações que você vai experimentar. Muitas vezes mudei de opinião durante a leitura, e mesmo após terminar o livro, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto abordado. O outro ponto que eu fiquei meio chateada foi o final que em minha opinião foi bem abrupto, do tipo, estar acontecendo várias coisas, e do nada, acabar, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim. 

Já vi algumas pessoas irritadas, ou que não apreciaram tanto quanto eu, porém em minha opinião, foi uma leitura maravilhosa, que me enriqueceu, e me fez abrir os olhos para algumas coisas da vida. Livro bom é aquele que o leitor sai com uma mensagem de reflexão, um ensinamento, algo que você possa levar para a vida. Em geral, adorei a história, me emocionei, até admito que deve ter caído uma lágrima ou duas, e se você gosta de romance, vale super a pena conferir tanto o livro quanto o filme. No futuro, espero ler mais trabalhos dessa autora, e que sejam tão deliciosos quanto Como eu era antes de você.

Nota: 4,5/5

Essa resenha foi escrita pela minha incrível e maravilhosa amiga Cibelle.
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Fonte da imagem.

Todas as pessoas que criam uma paixão profunda por escrever, acredito eu, começaram ainda como leitores. Minha jornada com os livros teve inicio na escola, sempre pegava os menores, porque até certa idade eu não gostava muito de ler, então gradualmente fui tomando coragem de encarar os livros maiores e mais complexos. 

Na nossa caminhada como leitores sempre nos deparamos com aquele livro que tem uma ideia tão criativa, que você pensa pelo menos por um instante “eu queria ter tido essa ideia!”. Eu não posso negar esse pensamento! Direto me deparo com livros que me surpreendem de tal forma, que eu preciso dar uma pausa, encarar o nada e analisar o que acabei de ler. 

Eu já fiz um post com esse tema no meu blog antigo (é, estou me roubando minha própria ideia) e foi bem divertido pensar nos livros que eu gostaria de ter escrito, não são poucos, mas para não ficar dizendo que eu queria ter escrito todos os livros que já li, vou me limitar à cinco livros. 

Morte no Nilo – Agatha Christie
Uma coisa que eu adoro nos livros da Agatha são os diálogos, ela simplesmente manda muito bem nos diálogos, queria eu ter esse nível de fluidez em uma conversa entre personagens. Morte no Nilo, até o momento, é o meu livro preferido da Christie, é incrível a forma como ela narra a trama sempre levando sua mente para algum ponto e ao chegar no final ela joga algo diferente na sua cara. É um livro de deixar o queixo ir ao chão. 

Fangirl –  Rainbow Rowell
Esse amor em formato de livro acabou entrando para a milha lista de favoritos por N motivos. Queria eu ter tido a ideia de escrever sobre uma personagem que me representa em tanto sentidos! Cath me conquistou de uma maneira que outro personagem não havia conquistado, foi incrível acompanha-la em sua jornada e aprender junto com ela.

A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak
Para mim um dos pontos mais incríveis desse livro é a Morte, o autor parece que teve um cuidado especial em dar à ela (ou ele... vai saber) uma personalidade incrível, eu me sentia próxima dela, adorei acompanha-la nessa história para conhecer a doce Liesel. 

As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin
Eu não podia fazer essa lista sem citar uma das minhas sagas preferidas. Acho que posso dizer que George (com essa saga) foi a minha inspiração para entrar de vez nessa coisa de criar mundos, antes eu era muito insegura, sempre que pensava em criar um lugar ficava imaginando que as pessoas achariam tosco. Antes de ler As Crônicas de Gelo e Fogo eu já havia tido contato com outras histórias em um mundo fictício, mas foi essa saga que concretizou na minha cabecinha que não tem nada de errado em você querer algo seu. 

Percy Jackson e Os Olimpianos – Rick Riordan
Fiquei em dúvida entre duas sagas, mas resolvi ficar com PJO por ter sido um dos meus primeiros grandes amores. Desde criança eu amo mitologia grega, então queria eu ter tido a ideia para essa história maravilhosa! Adoro as personalidades que Rick deu aos deuses, personalidades tão incríveis e parecem tão certas para cada um dos deus, que se eu fosse criar alguma histórias envolvendo os deuses do Olimpo teria muita dificuldade em dar a eles outras personalidades, se não as que o Rick já criou.


E você, quais livros gostaria de ter escrito? 

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Desde o último trailer de Capitão América: Guerra Civil eu só consigo pensar em uma coisa: GUERRA CIVIL! É claro. Eu estava bem, estava bem de verdade, até que inesperadamente surgiu um Homem Aranha no final do trailer e isso destruiu as minhas estruturas e agora estou sofrendo de ansiedade. Muito obrigada Marvel, era tudo o que eu precisava em minha vida. Não, é sério: era tudo o que eu precisava um motivo para viver.

Eu estava lendo as comics, porque finalmente tinha encontrado um site onde todos os capítulos estavam lindamente organizados por ordem de acontecimentos! Eis que O SITE SAIU DO AR, então me lembrei que eu tinha o livro (ok, na verdade nunca tinha esquecido, era preguiça de ler mesmo) e resolvi finalmente encarar as páginas dele. 

Basicamente Guerra Civil é uma guerra... Civil. Não. Os super heróis não estavam sendo mais tão bem vistos pelo governo e o povo dos EUA, certo dia os Novos Guerreiros, um grupo de jovens heróis, estavam gravando outro episódio do seu really show, que por sinal não estava indo muito bem de audiência e na tentativa trazer os expectadores de volta os heróis resolvem enfrentar um grupo de vilões, diga-se de passagem, que eram areia de mais para os caminhõesinhos jovens deles, termina que um dos vilões (Nitro) causa uma explosão que resulta na morte de centenas de pessoas em Stamford. O atentado acaba virando a gota d’água que o governo precisava para colocar “coleiras” nos heróis, assim surge a Lei do Registro, que basicamente obrigada todos os super humanos a se registrarem e trabalharem como agentes para o governo e quem não segue a lei é preso. E é nesse momento que surge os já conhecidos Team Cap e Team Iron Man, onde Homem de Ferro é um dos porta-voz, investidor e aplicador da tal lei (é tipo: Tony rainha, o resto nadinha) e Capitão América defende a liberdade dos heróis. 

Essa história é uma grande divisora de águas, porque é um momento onde você não vê heróis lutando contra um super vilão que quer envenenar a água da cidade, ou tendo que enfrentar alguma ameaça vinda do outro lado da galáxia. Aqui você vê heróis contra heróis, cada um defendendo aquilo que acredita. É uma história que mostra o que vem depois dessas grandes brigas, pois o que vemos é: os heróis venceram os vilões e todos estão salvos. Porém, como dizem por ai, o buraco é muito mais em baixo. À que custo eles conseguiram salvar a cidade? Ou “salvar”... Explicando da forma mais simples possível, Guerra Civil é sobre consequências, é uma história que mostra o lado mais humano possível que existe dentro de cada super humano, ou vigilante. 

Guerra Civil vai te fazer em várias ocasiões questionar: qual é o lado certo nessa briga? E eu adorei isso! Desde que comecei a ter os primeiros contatos com a história, sempre fui declaradamente Team Cap, por N motivos que não vou dizer para acabar não dizendo de mais, porém a cada capítulo que eu lia o meu lado era questionado na mesma medida em que eu questionada o outro, teve muitos momentos em que fiquei dividida de verdade (mas continuo Team Cap, flw?).

O livro trabalha de diversos pontos de vista, assim como nas comics, e dou um destaque especial a Sue Storm (ou Richards). Ela é simplesmente espetacular durante o livro inteiro, Sue é tão convicta naquilo que acredita e está tão determinada a lutar pelo o que é certo, que ela chega a tomar algumas decisões que no papel de mãe e esposa não deve ter sido nada fácil. 

A parte final da história é um negócio frenético, chega em um ponto que você não consegue simplesmente parar de ler e ir fazer outra coisa, você PRECISA saber o que vem a seguir. É literalmente tiro, porrada e bomba. 

Já curte a Marvel? Então leia! Ainda não conhece a Marvel direito? Então leia também! É uma história incrível sobre conflitos e questionamentos, afinal o que pode acontecer quando pessoas com tanto poder em mãos resolvem brigar por aquilo que acredita?



PS: Eu falei que o site onde eu estava lendo Guerra Civil saiu do ar, mas tem um outro site, onde eu espero que esteja tudo certinho, pois pretendo continuar lendo por ele, se você também quiser ler é o hqonline.

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TÍTULO ORIGINAL: Fangirl
SINOPSE: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou
na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.
Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?
AUTOR(A): Rainbow Rowell
PÁGINAS: 424
Livro único. 

Já faz algum tempo que não venho falar de algum livro, depois de eu ter derramado as minhas lagrimas com o Ciclo da Herança eu só li mais UM livro. A minha fossa foi mais intensa do que eu acreditava ter sido e enquanto eu escrevo esse post, faz cerca de dez minutos que terminei um livro. E é com muito prazer, muita animação e amor que venho falar sobre FanGirl ao som de History do One Direction.

Eu já vi muitas pessoas falarem de Fangirl e existe um único e grande motivo que me fez ler esse livro: A PERSONAGEM PRINCIPAL ESCREVE FANFICS! Bastou isso para me conquistar, comprei o livro e ele foi o escolhido para me fazer superar a fossa de Herança. 

Inicialmente eu estava lendo o livro muito lentamente, talvez por preguiça, por dar preferência em escrever ao invés de ler, enfim, só sei que estava há mais de um mês enrolando com esse livro. E hoje ("hoje" quando era 01/12), vendo que teria um longo dia fora de casa, ter um livro comigo era um caso de necessidade. Eu dixavei o livro, praticamente liquidei mais da metade dele em um único dia. 

Além do grande atrativo de Cath, a personagem principal, ser uma escritora de fanfics, eu percebi que éramos (somos) terrivelmente parecidas. Eu acho que nunca me identifiquei tanto com uma personagem como me identifiquei com Cather! Em alguns momentos parecia que eu estava lendo sobre mim, sobre algo que provavelmente eu faria naquela situação. 

Cath é aquela pessoa introvertida, que quando é fã de algo (no caso dela, os livros do Simon Snow) dedica a vida a isso, também é cabeça dura, não suporta mudanças... As vezes eu pensava “menina deixa de ser besta!”, ai um segundo depois “ok, eu teria feito o mesmo”. No inicio, nos primeiros dias dela na universidade, quando Cath se recusa a ir fazer suas refeições no refeitório do campus por pura vergonha e medo do “novo”, me lembrou totalmente uma situação que eu passei quando comecei meu estágio. Eu fiquei algumas semanas em treinamento em São Paulo (capital), era um ambiente totalmente novo, meu primeiro emprego, eu tinha MEDO de ir ao banheiro, então passava as 6 horas do estágio sem beber água para não precisar ir ao banheiro. CATH, MINHA MANA!

Ok, já entenderam que eu gostei da Cather, certo? Vou focar nos outros personagens, que são tão incríveis quanto ela. Primeiro uma menção honrosa ao incrível pai dela, a imagem que é passada dele é de um cara tão maneiro, tão legal, maluco, que eu tinha vontade de abraça-lo e chamá-lo de pai (amo meu pai também gente).

Cath tem uma irmã gêmea, Wren, ambas extremamente idênticas, segundo a própria Cath são pequenos detalhes que podem diferenciar ambas, sendo o corte de cabelo o principal. Eu acho que não é spoiler eu dizer que no começo odiei a garota, espero não ter sido a única que queria meter um tapa na cara dela de vez em quando, só pra ver se ela não tinha algum ápice de lucidez. Mas não vou apenas ditar o ódio a ela, Wren também é legal, porém sou mais Cath.

Temos a mal encarada colega de dormitório da Cath (é sério, vou repetir o nome a cada duas linhas), a Regan. A primeira vista você pensa “ok, essa meninas deve ser uma psicopata”, mas no fim eu acabei desejando ser mais “bruta” como ela, pois você percebe que ela tem muita atitude e não deixa barato. 

Ah. E não posso (ISSO SERIA UM CRIME) deixar de falar do Levi, eu acho que em algum momento acabei criando certa paixão pelo garoto, desejo profundamente ter pelo menos metadinha do bom humor desse garoto. A forma como Cath fala dos diferentes sorrisos dele, da forma como ele tratava todos bem, até mesmo aqueles que ele não conhecia, me faz querer ser uma pessoa melhor, me faz querer ser mais alegre com a vida. 

Eu só tenho elogios para distribuir sobre esse livro. Gostei da forma como é feita a narração, soa quase como se alguém estivesse lhe contando a história (é em terceira pessoa), cada vez que a autora colocava um “gente!”, eu quase podia ouvi-la dando uma entonação mais exagera a palavra. 

Cheguei a última página com muito pesar (não ao nível de Eragon), mas por outro lado com muito amor, muito feliz e animada. Pela primeira vez me senti totalmente na pele de um personagem principal, eu compreendo a Cath! 

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Sabe aquela fossa que vem com força quando você termina algo que virou sua vida? Quando você termina uma série que gosta muito e então parece que você não tem mais nada pra fazer da vida, perdeu a motivação. Nesse momento* estou me sentindo dessa maneira ao terminar de ler O Ciclo da Herança. Eu queria ter feito resenhas dos dois últimos livros separadamente, mas aconteceu que fiquei sem internet durante duas semanas e nesse meio tempo terminei de ler Brisingr, que eu estava enrolando uma vida pra ler por não sair da internet, ai já em seguida comecei Herança e o li EM TRÊS DIAS!

Agora estou na fossa, parece que nenhum outro livro no mundo vai me agradar e não sei o que fazer se não despejar todo o meu amor e recomendar a saga a vocês. 

Eu conheci Eragon pelo filme, porque sempre fui muito fã de coisas que envolvem dragões, eu me lembro de ter gostado do filme em minha inocência, ao descobrir que era baseado em um livro foi tipo “PARA TUDO! QUE EU PRECISO LER!”. Existia um porém, eu era apenas uma adolescente, desempregada que queria um livro que em alguns lugares chegava a quase 50 reais, minha mãe não parecia muito disposta a pagar isso em livro. Mas um dia eu consegui, eu comprei o primeiro livro da saga por TRINTA reais no Submarino (obrigada por realizar meu sonho). 

A saga em momento algum frustrou a minha expectativa e a espera pra ler valeu muito a pena. É interessante a forma como em cada livro você vai vendo o crescimento do Eragon e da Saphira, quando você chega as ultimas páginas de Herança, você fica com a mesma sensação que Eragon, como se tudo o que passou lá no começo tivesse sido há muito tempo. 

Eu adorei o destaque que é dado a Roran a partir do terceiro livro (Brisingr), sem sombra de dúvidas ele é um dos meus personagens preferidos, e é outra pessoa que você a amadurecimento dentro da história, em momento algum você imagina que aquele garoto do primeiro livro querendo levar apenas uma vida de lavrador ao lado da garota que ama, iria um dia se tornar o Martelo Forte. 

Saphira é um dragão que me faz querer deitar em posição fetal e chorar eternamente pelo fato de não existirem dragões, principalmente os que podem se comunicar por pensamentos. Eu adoro o jeito convencido e agressivo dela, quando ela ficava perguntando ao Eragon quando ela poderia esmagar os soldados do Império, eu ficava “VAI LÁ! ESMAGA TUDOOOOOO!”. Eu sou fã da Saphira!

Cheguei no último livro com expectativas de ver o temido Galbatorix em ação, afinal falam tanto do homem, eu queria ver ele dar o ar da graça. E quanto ao dragão dele (que tem um nome muito louco: Shruikan), enquanto eu lia a descrição do dragão descansando no fundo da sala do trono, dividi o sentimento de temor que Eragon sentiu.

Eu adoro os anões, principalmente Orrik, o laço de irmandade que nasce entre ele e Eragon é totalmente amável, acho que os melhores momentos entre eles acontecem em Eldest, que acredito ter sido o período que passaram mais tempo juntos. 

Os dois primeiros livros (Eragon e Eldest) eu os destacaria mais como o período em que Eragon está aprendendo o quanto pode sobre os Cavaleiros, a partir de Brisingr e seguindo para Herança, a coisa fica mais frenética, pois é quando estão de vez partindo pra brigar, dando à cara a tapa para o Império. 

Cheguei as ultimas páginas de Herança ao choro, que mal conseguia ler, o final me deixou devastada, mas não por ser ruim, mas porque ele deixa aquela sensação “PRECISO DE MAIS!!!!”. A saga termina encerrando um período, encerrando um grande acontecimento pro Império e você fica com aquilo na cabeça “Mas e depois?!”. E eu chorei. Chorei horrores porque terminei a saga que se tornou oficialmente a minha preferida, chorei pelo final. 

E vou encerrar esse post dizendo QUE QUERO CONTINUAÇÃO! Poxa, Paolini, o que vem depois? Ainda tem muita coisa pra acontecer. E digo, mais do que recomendo essa saga, ela é incrível, maravilhosa e já estou querendo chorar de novo. 

Agora estou querendo escrever uma fanfic pra suprir essa necessidade, porque eu sempre acho que a solução pra esse tipo de fossa é escrever uma fanfic, ai lembro que isso leva tempo de mais e fico só com a fossa mesmo.

Ciclo da Herança: ERAGON - livro 1 | ELDEST - livro 2 | BRISINGR - livro 3 | HERANÇA - livro 4


*O “nesse momento” foi há alguns dias, que graças a internet de cocô, eu não pude postar antes, mas a fossa está superada (ou mais ou menos hehe) e nesse tempo já comecei outro livro (Desejo Dos Mortos) e terminei ele em dois dias, depois falo sobre esse também :D

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Quero começar esse post dizendo: sou uma compradora compulsiva de livros. Sabe aquele tipo de dor, que é incomoda, mais ao mesmo tempo você gosta? É esse tipo de sensação que tenho todas as vezes que entro em uma livraria. Eu sou a Becky Bloom dos livros. Tantos livros me deixam em um estado beirando a loucura, eu folheio eles e minha carteira coça querendo comprar. 

Bela me representa!

Agora vocês perceberam o meu nível de loucura. Mas hoje não quero falar da minha loucura e sim da minha paixão. Acabei de completar 50 livros na estante, entre eles existem os não lidos, os amados e os nem tão amados sim. E a seguir vocês verão uma lista com os meus preferidos:

Eragon [Ciclo da Herança – Livro 1]
Minha mais recente paixão. O Ciclo da Herança é uma saga que sempre quis ler, mas como os livros não eram lá muito baratos (dependendo da loja custa 50 reais), então sempre dei preferência aos livros mais baratos da minha lista. Então chegou o dia que eu encontrei essa belesura na promoção no site do Submarino e pensei “E HOJE!!!!!”. O livro é incrível e não só o primeiro, no momento estou lendo o terceiro, em nenhum momento me senti decepcionada, ou com expectativas frustradas. Super recomendo a leitura!

"Eragon é o romance de estreia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, perigosos vilões e locais fantásticos. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal."

A Maldição do Titã [Percy Jackson e Os Olimpianos – Livro 3]
A saga Percy Jackson e Os Olimpianos foi uma das que li mais rápido e sem dúvida é uma das minhas preferidas. Meio que A Maldição do Titã e O Ultimo Olimpiano empatam no quesito favoritismo, mas como o terceiro livro introduz um dos meus personagens preferidos (o Nico), eu vou deixa-lo em primeiro de todos da saga. Uma das coisas que mais gosto em Percy Jackson é a narração dos livros, em primeira pessoa, totalmente divertido e leve. E por esse motivo não gosto de Heróis do Olimpo, eu só passei do primeiro livro dessa segunda saga, porque a minha melhor amiga me deu O Filho de Netuno de presente, se não eu não teria terminado nem o primeiro. 

"A Maldição do Titã - Um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente... e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e nossos heróis serão presas fáceis. Um monstro ancestral foi despertado – um ser com poder suficiente para destruir o Olimpo –, e Ártemis, a única deusa capaz de encontrá-lo, desapareceu. Percy e seus amigos têm apenas uma semana para resgatar a deusa sequestrada e solucionar o mistério que ronda o monstro que ela caçava."

Ecos da Morte [The Body Finder – Livo 1] 
Esse foi um livro que comprei na total aleatoriedade no Submarino, estava na promoção, a sinopse me pareceu interessante, então comprei. Eu não tinha expectativa alguma pro livro, só pensei “vamos nessa e ver no que dá”. Eu li o livro em TRÊS DIAS! Não tenho o costume de ler muito rápido, eu gosto de digerir aos poucos a história, mas Ecos da Morte me deixava tão extasiada e ansiosa, que eu não podia deixar pra ler no outro dia. Recentemente comprei o segundo livro e ele está no aguardo para ser lido. 

"Ecos da Morte - Violet Ambrose tem dois problemas – o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela começa a ficar cada vez mais incomodada com sua estranha habilidade – Violet encontra cadáveres. Desde pequena ela percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos, apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela."

Ladrões de Elite [Heist – Livro 1]
Outro que comprei na aleatoriedade, que por sinal veio na mesma compra do Ecos da Morte. Esse livro também me surpreendeu, pois li ele na mesma velocidade do livro acima. Me senti totalmente envolvida com a história, que não podia simplesmente parar de lê-lo, a necessidade de saber onde tudo levaria era maior que qualquer outra. Super recomendo também!

"Ladrões de Elite - Quando tinha 5 anos, Katarina Bishop distraiu os guardas da Torre de Londres para que o pai pudesse roubá-la. Aos 7, ela ouviu o tio Eddie planejar a interceptação de 80% do caviar do planeta. Quando fez 15 anos, Katarina armou um golpe por conta própria - um esquema para entrar no melhor colégio interno dos Estados Unidos e deixar para trás os negócios da família. Só que trocar de ramo e ter uma vida normal acabou sendo mais difícil do que Kat esperava. Hale, seu amigo charmoso, bilionário e antigo comparsa, logo aparece para levá-la de volta à realidade da qual ela havia se esforçado tanto para fugir.
Mas é por um bom motivo: uma inestimável coleção de arte de um temido mafioso foi roubada e ele quer recuperá-la, custe o que custar. Somente um mestre do crime poderia ter realizado essa proeza e o pai de Kat é o único suspeito, embora insista em negar qualquer envolvimento. Encurralado entre a Interpol e um inimigo assustador, ele precisa da ajuda da filha. Para Kat, só existe uma saída: encontrar os quadros e roubá-los de volta. Não importa se parece impossível, se ela não tem pistas do ladrão e se o prazo é de apenas duas semanas. Com uma equipe de adolescentes talentosos e uma mãozinha da sorte, Kat está determinada a realizar o maior golpe da história da família e provar que jamais a abandonou."

A Tormenta de Espadas [As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro 3]
Se não estou redondamente enganada, esse é o maior livro da saga até o presente momento. Apesar de um dos meus personagens preferidos ter morrido nesse volume, ele ainda continua a ser o meu favorito saga, depois que você lê o primeiro livro (Guerra Dos Tronos), você já não fica tão surpreso com as mortes (mentira, fica sim!). Ah. Mas pra compensar a tristeza de perder um querido, eu ri malignamente da morte de um odiado, então terminou tudo bem, meus sentimentos foram vingados. 

"A Tormenta de Espadas - Vol. 3 - Em 'A tormenta de espadas', enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, que está entre eles, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Arya continua a caminho de Correrrio; Na corte de Joffrey, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos."

Vou finalizar a lista, antes que eu comece a falar, falar e falar sem parar. Se você está a procura do que ler, ai estão alguma opções que eu super recomendo, não vou dizer que não vão se arrepender, porque vai que alguém se arrepende e vem tirar satisfações (haha)! Ao menos eu não me arrependi em momento algum da decisão de ter aberto esses livros. E quais são os seus livros preferidos?


Esse post faz parte do projeto BEDA – Blog Every Day August, que consiste em postar algo todos os dias durante todo o mês de Agosto, promovido pelo grupo Rotaroots.


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Divagando sobre a imprevisibilidade da vida e como ela pode nos tornar criativos sofredores.

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