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Cats Can't Write


Quem diria que 2019 traria de volta algo que foi o centro da minha adolescência. Cercado de rumores, contas sendo reativadas nas redes sociais e um primeiro single lançado. Então Jonas Brothers está de volta com todas as lembranças de tempos passados. Podem dizer que é impossível voltar no tempo, sendo assim, o que foi que aconteceu comigo nos últimos dias?

Os próprios Jonas voltaram no tempo no programa do James Corden, ao criarem uma divertida paródia de Year 3000. Eles não precisaram ir muito longe para ver a volta que o mundo deu desde aquela época.

De repente me vi de volta aos 14 anos, quando descobri Jonas Brothers em uma aula de artes. Aparentemente eles eram um tanto famosos, pois quando falei que não fazia ideia do que seria isso as garotas na roda me olharam com um ponto de interrogação no rosto. Como assim você não sabe o que é JoNaS bRoThErS?

Sabe em um filme, quando acontece aquela cena que muda completamente o rumo da história? Quem sem ela o resultado seria outro. Pois bem, a minha mudou nesse ponto. É bizarro dizer que uma bandinha pop pode ter sido a responsável por mudar a minha vida, mas ainda assim eu ouso dizer que quando olho para trás, eu não consigo pensar em outro ponto mais decisivo do que o dia em que abri uma comunidade do Joe Jonas, ainda no Orkut, e descobri uma coisa chamada fanfic.

Um dos pontos mais importantes da minha existência se deve a uma banda, que movia multidões histéricas de adolescentes antes de One Direction, porque de repente descobri o passatempo divertido de criar histórias com os meus ídolos.

Minha história com a escrita começa muito antes disso, não vou dar todos os créditos aos Jonas Brothers sobre essa trajetória, no entanto, quando penso na época das fanfics no Orkut, foi nesse ponto que descobri um gosto especial pela escrita.

Se esse não foi o começo, tampouco foi o final também. Jonas Brothers encerraram atividades, aprendi a criar os meus próprios personagens, já tinha me conformado que Joe Jonas não ia esbarrar comigo pela rua e viver uma história de amor. Alguns altos e baixos, descobri George R. R. Martin e As Crônicas de Gelo e Fogo, ao mesmo tempo que me admirava com a obra do homem, me assustava pensando: ninguém vai querer ler o que eu escrevo. Sigo sem muitas pessoas lendo o que eu escrevo, mas superei o medo.

Agora a banda, que foi a trilha sonora da minha adolescência, está de volta e fico feliz de saber que aquela coisa que ganhou forma quando os conheci (a escrita, caso não tenha ficado muito claro ainda) ainda está aqui comigo. Mais forte do nunca, vive dentro de mim. Obrigada Joe Jonas, no fim até que não foi de todo uma bobeira pensar que eu me casaria com você.

Finalizo o post com a paródia do ano:


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Não é muito difícil eu ver alguém no meu feed do Ask Fm perguntando a outro alguém sobre o que a pessoa acha de tal gênero, ou o que ela acha de uma história de tal forma. O que eu sempre percebo são pessoas com histórias ousadas, porém que tem medo de serem justamente ousadas e totalmente originais. 

Se tem uma coisa que eu tenho aprendido com louvor no último um ano é: quanto mais ousada tento ser, mais feliz vou ficando. 

Eu considero Aniquilação o meu marco zero, essa história é a transição de uma escrita conformada e acomodada, para algo que agora tento sempre se superar. Eu sempre tive um fraco por histórias de super heróis, quando eu era criança eu gostava de criar as minhas próprias versões de heróis, mas por que eu nunca tinha tentado escrever nada do gênero? Porque eu achava que era de mais para mim, na verdade considerava de mais até para quem estaria disposto a ler na internet. Por que alguém leria a minha história com várias comics da Marvel e DC espalhadas pela internet? 

Graças a Deus surgiu o Challenge do FFOBS na minha vida, eu estava em um momento tão louco, que acredito que independente do tema que tivesse saído naquele agosto de 2015, eu teria me jogado de cabeça no projeto. E Aniquilação me ensinou a valiosa lição de que ser ousado nunca é de mais, se você acha que está sendo ousado na sua história atual, espere só até a próxima!

Como escritores, criadores de conteúdo e de ideias, não podemos simplesmente nos deixar acomodar, temos tanta criatividade brotando dentro de nossas mentes, então por que limitá-la? Isso não faz sentido algum! Saiba que por mais louca que a sua ideia possa parecer, por mais absurda que ela soe, o mundo sempre estará pronto para algo absurdamente maluco, na verdade até acredito que o mundo precise dessa loucura criativa, pois essa limitação da realidade já nos basta. 


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No ano passado eu fiz um post intitulado Não Seja Um Leitor Fantasma, por um bom tempo ele ficou entre os mais lidos aqui no blog e não fosse por mais, vendo que os tais leitores fantasmas são um pesadelo na vida de quem pública algo na internet e espera ter algum feedback, no entanto ele simplesmente não vem. 

Desde novembro quando eu postei esse texto, eu posso dizer que muita coisa vem mudando, aquele post demonstrava algo que eu estava pensando naquele momento e precisava falar. Não vim dizer “oi, já não ligo mais para isso, retiro tudo o que disse”, eu realmente não ligo muito, mas não estou aqui para desmentir o que já falei, afinal imagine como seria maravilhoso se todos comentassem sempre que lessem algo!

Porém essa coisa de leitor fantasma envolve muito mais assunto do que apenas o fato dos comentários inexistentes. 

Eu já vi discussões não muito amistosas se iniciarem por conta disso, de um lado autores querendo um feedback e do outro alguns leitores querendo que seus comentários sejam respondidos. E ai, quem está certo?

Pensando comigo mesma e tomando isso como a minha opinião, o problema não está na falta de comentário, ou de respostas, o problema está mesmo quando tentamos tomar isso como uma obrigação. "Quem leu é obrigado a comentar, assim como comentários são obrigados a terem respostas". Por que gastar tempo e energia brigando por conta disso? Eu, sinceramente, não vou ficar implorando por comentários, da mesma forma como não vou chorar por uma resposta daquele comentário que fiz. Não é muito mais fácil e simples você fazer algo porque quer e sentir que seu "dever" está feito? Você não precisa ficar esperando nada do outro.

O meu verdadeiro prazer está em escrever, se eu tenho que gastar alguma energia vai ser escrevendo a história, que é o que realmente me importa, o que no fim das contas me faz feliz. A partir do momento em que coloco essa história na internet, o que vem depois eu vejo como lucro, como um extra pelo bom trabalho e dedicação. Eu não vou brigar por algo que já foge da minha ossada, não posso forçar ninguém a comentar, o meu trabalho está feito, a história está escrita. 

Não quero obrigar ninguém a pensar como eu, mas convenhamos, a partir do momento que isso passa a ser um problema na sua escrita/história, alguma coisa está muito errada e é preciso pensar no que está acontecendo, não? O que eu digo é: se importe menos com isso! Entenda, não estou dizendo que acho errado querer reconhecimento, querer que os leitores comentem, até eu quero isso! O que estou falando é: não coloque toda a sua energia nisso, pois ela vai esgotar mais rápido que uma garrafa de 500ml de água no meio do deserto. Então uma atividade que devia ser prazerosa, acaba virando o seu martírio, e ninguém quer isso, certo?

Todo o tempo e energia desperdiçado com essa "briga" podem muito bem serem melhores utilizados na sua história, ou em algum projeto novo. Foque em escrever (ou ler). No momento que um sorriso bobo, cheio de orgulho, surgir no seu rosto, lendo aquilo que saiu de dentro da sua cabecinha criativa, saiba que já valeu a pena, a pessoa mais exigente (e importante!!!!111!!11) que você poderia encontrar aprovou a história e essa pessoa é você, o que vem depois disso é lucro.

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O que eu vou falar hoje pode até soar um pouco loucura, principalmente para aqueles escritores que gostam de ter a sua história bem planejada antes de começar a escrever. Acho que já falei algumas vezes que sou aquele tipo de autora que começa uma história com a primeira cena que vem a cabeça, define um final e o que vem no meio disso é um punhado de cenas que já tinha em mente e outras que vieram ao acaso, então o que eu vou falar super combina com a forma como escrevo e tem dado certo comigo.

Provavelmente um dos maiores medos, temores, ataques de raiva e sei lá mais o que, de um escritor é o tal do bloqueio criativo. Desde que ouvi um podcast falando a respeito disso, onde os autores afirmaram o ponto de vista de que o bloqueio criativo é um baita mito criado por nós mesmos, não vou entrar em detalhes sobre o que foi discutido no podcast, mas foram argumentos um tanto convincentes, convincentes o suficiente para me deixar pensando sobre o assunto não uma ou duas vezes, mas diversas vezes. 

Eu percebi que muitas vezes o que eu chamava de bloqueio criativo, na verdade era uma pura falta de vontade de escrever, ao invés de parar para escrever eu ficava procurando outras coisas para fazer (era uma preguiça vagabunda mesmo haha). Porém eu tinha outro problema, como eu falei, não tenho o costume de criar um roteiro bem elaborado sobre as minhas história, no máximo faço um resumão e a possibilidade dele mudar é bem grande, então direto eu passava pelo problemão de estar escrevendo uma cena, que já estava em mente, e quando ela acabava eu não sabia como preencher o buraco entre a cena escrita e a próxima que tinha em mente, não dava para simplesmente fazer o tempo passar, tinha que ter uma conexão ali para  a cena seguinte fazer sentido. 

Diversas vezes eu travava em uma história por conta disso, era bem frustrante ter a cena lá na frente e não poder continuar por causa da dita conexão que não existia naquele momento. Nesse mesmo podcast, além dele abrir a minha mente em relação ao que eu dizia ser o meu bloqueio criativo, me foi dada a solução do problema com as conexão das cenas: escrevê-las mesmo sem as conexões!

Juro que na hora comecei a rir sozinha, porque eu nunca tinha pensando nisso. Eu já não tinha a história totalmente planejada mesmo, qual seria o problema de escrever a cena que já estava em mente e depois voltar para conecta-la com a anterior? Eu tinha na minha cabeça que era preciso escrever tudo na ordem certinha, não podia sair da linha do tempo do enredo, quando na verdade não tinha problema nenhum em escrever de forma não linear.

O importante é: seguir em frente. Eu tenho que colocar no papel aquilo que já está na minha mente, eu não posso perder isso, algumas boas revisões depois de ter todo o rascunho pronto vai conectar tudo, vai juntar as pontas soltas, arrumar aquilo que ficou no ar, ou mudar aquilo que não está fazendo muito sentido. 

Essas descobertas fizeram toda diferença no meu jeito de escrever, o tempo que antes que eu gastava travada em um pedaço que não estava planejado ainda, hoje eu faço bom uso continuando outra cena que está mais para frente. 

E quanto ao bloqueio criativo, quanto menos você o alimenta, quanto menos você acredita nele, menos ele aparece. Não vou dizer “o bloqueio criativo é um mito”, porque acima de tudo cada um tem direito a sua opinião sobre o assunto, o que eu posso dizer é: quanto menos tenho acreditado nele, menos ele tem me aparecido.

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Minha ideia quando comecei o blog era passar adiante tudo aquilo que eu estou aprendendo desde que comecei a escrever ficção, coisa que acho que já contei ter iniciado lá no Orkut com as webs e fanfics. Posso dizer que estou conseguindo manter um ritmo, ainda que meio lento, de escrever esses posts e espero continuar fazendo isso, pois se tem uma coisa que gosto de falar e sobre escrever. 

Há algum tempo, em algum post lá no BEDA, eu falei sobre prazos e o quanto eles estavam de alguma forma me ajudando a terminar minhas histórias, então comentei que era uma teoria ainda em teste e caso ela se mostrasse verdadeira eu viria falar sobre ela. E adivinha! Eu estava certa esse tempo todo. 

Como eu sempre aviso: não é porque deu certo comigo que consequentemente vai dar certo com você, escrever é uma coisa bem pessoal, alguns métodos dão certo para alguns e errado para outros, cabe a cada um encontrar os seus meios. 

Eu venho aos poucos descobrindo que eu trabalho bem sob a pressão de uma data final (NaNoWrimo foi uma exceção dolorosa). A primeira vez que eu percebi isso foi em um Challenge que uma amiga organizou ainda na época do Orkut, na Webs Jemi, e foi incrível como consegui terminar a minha história em menos de uma mês, enquanto eu demorava uma vida para finalizar uma web Jemi (é, eu era iludida mesmo, flw).

Então em Agosto desse ano surgiu o Challenge do FFOBS com um dos temas mais maneirosda galáxia: heróis. Até cheguei a fazer um post sobre isso por conta da minha louca animação com o assunto. E em menos de um mês, mais uma vez, eu finalizei uma história. E no mês passado, como eu divulguei aqui no blog, começou a Ficstape Lu Indica e eu estava participando, finalizei a minha história em menos de duas semanas. 

Ainda que essas histórias que finalizei não sejam gigantes, a do Challenge tem 60 páginas e a Ficstape tem apenas 16, o que realmente importa é elas estarem finalizadas, pois para alguém que durante muito tempo ficou sem finalizar várias histórias, terminar algo já é uma vitória. 

Alguns não gostam desse ritmo sob a pressão de uma data final, por outro lado, outros podem se dar muito bem assim como foi comigo. O fato de você saber que tem que ter tudo pronto até o dia X, te faz se entregar de corpo e alma, te força a ter uma rotina mais rigorosa com a escrita, algo que muitas vezes não temos quando estamos desenvolvendo algo sem um prazo. É algo para se pensar e tentar. 

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Divagando sobre a imprevisibilidade da vida e como ela pode nos tornar criativos sofredores.

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