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Cats Can't Write


Depois de tanto esperar para assistir o tão comentado Bohemian Raphsody, a última coisa que eu esperava era sair do cinema com alguma lição real para a vida. Talvez seja o momento pelo o qual estou passando, que me torna sensível para a mínima menção das questões que me rodeiam a cabeça. Mas seja como for, tem um fator em especial que me chamou a atenção no filme e não tem nada a ver com a caracterização incrível dos atores (sério, os atores ficaram incríveis).  

Pode ser muita pretensão da minha parte dizer que todo ser humano tem dentro de si uma inquietação, mesmo assim vou dizer: todo ser humano é inquieto. Ou ao menos é assim quando tem alguma coisa que não está se encaixando. 

Aqui entra Freddie Mercury e o seu emprego tedioso no grandioso Heathrow. Como nunca fui muito fã de Queen, embora tenha na ponta da língua a letra de várias músicas da banda (acho que o ser humano nasce com We Are The Champions e Love Of My Life no DNA), eu nunca tinha pesquisado sobre a vida dos membros e assim não sabia dessa parte da vida do vocalista. 

Ele estava lá em seu trabalho, onde poderia se acomodar como a maior parte da população mundial, porém tinha uma chama dentro dele que queimava e lhe dizia: amigo, você é muito mais do que isso. E se tem uma coisa que o filme deixa claro é que o homem era muito certo do seu potencial. 

Existe uma coisa que queima dentro de nós, que nos deixa inquietos quando algo não está indo certo, ou ao menos indicando que não devemos nos acomodar naquilo que estamos metidos. Pode ser naquele emprego que não nos faz feliz, mas no fim temos que aceitar, afinal a vida adulta exige certas responsabilidades. Ou aquele curso da faculdade que encaramos só por ser o que “dá dinheiro”, porém não é o que queremos fazer.  

E isso me leva a outro ponto: a espera. Eu acredito cem por cento que o ser humano não foi programado para lidar com a espera, especialmente no ponto em que nos encontramos, quando tudo é tão rápido e o tempo parece escasso. Paciência não é necessariamente o nosso ponto mais forte e como aguentar a espera por algo que às vezes nem sabemos o que é? Temos aquele sonho de fazer uma viagem internacional, ou de ser o próximo nome na lista dos mais vendidos da New York Times, ou simplesmente de descobrir qual é o nosso grande objetivo na Terra. 

Até doí ter que admitir que as coisas acontecem no seu próprio tempo. Quantas vezes será que Freddie Mercury se questionou quando seria sua vez? Ele demonstrava tanta confiança em si mesmo, que pode ser difícil imaginar que ele tenha questionado algo assim. Mas será que em sua imaginação, quando ainda sonhava com o sucesso, chegou sequer perto do que ele realmente se tornou? 

A verdade é que quando algo tem que acontecer, simplesmente vai acontecer sem qualquer interferência nossa. Qual é! Até o físico de Freddie contribuiu para ele ter uma das vozes mais marcantes da música. Aquilo que tem que ser, vai ser. E a nós apenas resta aprender a ser pacientes e não deixar que essa coisa que queima em nossos peitos esfriar. 
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TÍTULO ORIGINAL: Logan
SINOPSE: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.
GÊNERO: Ação, Ficção científica, Aventura
DIREÇÃO: James Mangold
ELENCO: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 16 anos (e não é atoa isso! Tinham crianças gritando e chorando em uma sessão que eu fui)

Vamos falar daquele filme que todos aguardaram ansiosamente, feito crianças esperando os presentes de natal na véspera do dia 25. Já faz mais de uma semana que assisti ao filme pela segunda vez, mas nunca é tarde para falar de Logan. 

Logan nos fala sobre... Logan. Em um futuro não tão distante, mas não tão próximo também (talvez um pouco), nosso amiguinho Logan está velho e ocupa as horas do seus dias e noites como motorista de limusine. Uma vida que logo de cara você percebe: é deprimente. Mas como se não fosse deprimente o suficiente, ainda nos deparamos com um Chales Xavier ainda mais velho e enfrentando alguns problemas de saúde. Eis que surge um serviço para Logan, um serviço que ele recusa diversas vezes, até ser vencido pela insistência (lê-se dinheiro) e acaba indo amarrar o seu burro no lugar errado. 

Esse foi o último filme de Hugh Jacksman no papel do Wolverine, uma coisa que vem sendo tão comentada, que chega a ser redundante eu dizer também, mas bem... É a última vez que Hugh vai nos agraciar com a sua atuação como Wolverine. Eu teria ficado realmente chateada se essa despedida terminasse com o sentimento de tempo perdido que o segundo filme do Wolverine deixa (é sério, foi um sacrifício chegar até o final, mas não costumo largar filmes pela metade). Porém fomos surpreendidos por um filme de respeito, aquele que ao terminar e os créditos subirem, você está lavado em lágrimas e aplaudindo.

O filme segue com muita pancadaria, sangue, coisas e pessoas sendo cortadas, palavrões e até mesmo histórias em quadrinhos dão as caras.


Agora vamos à um parágrafo de apreciação, porque a X-23 (ou Laura) merece um parágrafo só seu. O QUE FOI ESSA MENINA?! A pequena Dafne estava de matar, se é que você me entende. Laura cria uma ligação fofíssima com Charles. Desde o começo o professor comenta sobre um novo mutante, coisa que Logan pensa não passar de balela, já que tem anos que não nasce um mutante se quer, eis que chega a nossa Laura mostrando para o que veio: SER DESTRUIDORA!

E para os fãs de road trips, Logan nos leva do sul dos EUA até Dakota do Norte, numa viagem alucinante tendo que correr de uma galera nada legal, que estão loucos atrás da nossa X-23. É uma viagem de descoberta, uma viagem onde Logan tem a oportunidade de conhecer melhor Laura, onde Charles tem a chance de finalmente trazer um pouco de dignidade a vida sofrida que vinha levando. Como diria locutor da Sessão da Tarde, é uma viagem que promete muitas confusões. 

Portanto, não perca a oportunidade de conferir a última aparição de Hugh na pele de Wolverine (e a de Patrick como Charles, mas eu ainda tenho esperanças apareça em Legion, por favor!) e o surgimento de uma nova mutante maravilhosamente bem interpreta pela Dafne.

Não sei se choro ou se sorrio... 

Metacritic: 77/100 | Rotten Tomatoes: 92% | IMDB: 8,6/10


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TÍTULO ORIGINAL: It's Kind Of a Funny Story
SINOPSE: Craig (Keir Gilchrist), estressado com as demandas de ser um adolescente e assustado com sua tendência suicida, decide buscar ajuda em uma clínica psiquiátrica. Internado por uma semana, ele logo é acolhido por Bobby (Zach Galifianakis), que se torna seu mentor, e se encanta com Noelle (Emma Roberts).
DIREÇÃO: Ryan Fleck, Anna Boden
ELENCO: Keir Gilchrist, Zach Galifianakis, Emma Roberts
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 12 anos

Continuando a onda de resenhas de filmes, volto com mais um que vi na Netflix. 

Se enlouquecer, não se apaixone conta a história Craig, um adolescente que sob a pressão da escola, ir em busca de um futuro promissor, acaba se estressando a ponto de querer se matar e com medo de que acabe realmente fazendo isso, vai procurar ajuda em um hospital psiquiátrico. 

Esse foi um filme que eu terminei com os olhos marejados, tudo bem que não é muito difícil um filme me levar as lágrimas, mas isso não desvaloriza todo o sentimento real que o longa me passou.

Craig é apenas um adolescente, ele estuda em uma das escolar mais prestigiadas de New York, uma escola que prepara os adolescentes para uma boa universidade, para construírem um futuro promissor e bem sucedido. Acredito que Craig é aquela personificação de uma situação em que muitos jovens se encontram, quem nunca sentiu que ao chegar no terceiro colegial estava chegando ao fim da linha? Quando estamos para deixar o ensino médio, existe toda aquela pressão sobre o futuro, as pessoas parecem esperar que você se torne um adulto de um dia ao outro, todos querem que você faça uma boa faculdade e tem que ser um curso que depois vá dar algum dinheiro. Craig é essa pessoa, o pai quer que ele seja bem sucedido e toda essa pressão leva o rapaz ao limite a ponto de querer tirar a própria vida.

Mas de longe, Craig é o único personagem que merece destaque, apesar de ser o protagonista. Quando o jovem é internado no hospital psiquiátrico, logo ele conhece o estranho Bobby, aquele amigo improvável que você só conheceria em um momento especifico da vida, como a situação em que Craig se encontra. Também temos a Noelle, interpretada pela linda Emma Roberts, que acaba caindo nos encantos do acanhado Craig. 

O filme é sobre se encontrar, entender quem é você e o valor da vida. Em uma semana que Craig passa no hospital, ele se reencontra, descobre o que lhe motiva, descobre novos e improváveis amigos e assim como as pessoas à sua volta o ajudaram de alguma forma, ele também ajuda outros a se encontrarem, como por exemplo, Muqtada, um egípcio que divide o quarto com o Craig, um homem que passa os seus dias no hospital deitado em sua cama sem conversar com ninguém, é um personagem que tem um desfecho lindo no filme, rolou uma lágrima no meu rosto, e tudo porque Craig se permitiu ouvir alguém. 

É um filme que te deixa com o corpo leve após assisti-lo, trás de uma forma divertida e leve descobertas simples, que podem fazer a diferença em nossas vidas, que pode tornar essa nossa caminha mais leve. 

Uma das minhas cenas preferidas do filme, para você se convencer em assistir.
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Divagando sobre a imprevisibilidade da vida e como ela pode nos tornar criativos sofredores.

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