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Cats Can't Write


Na quarta-feira passada, enquanto eu aguardava dar o horário da sessão de Batman V Superman, resolvi começar a ler o livro que estava na minha bolsa. O tal livro era Passageiro Para Frankfurt, da Agatha Cristie, eu me surpreendi totalmente com a introdução do livro, onde a autora discute rapidamente algumas questões que surgem na vida de um escritor. Ela começa seu pensamento da seguinte maneira: 

“A primeira pergunta que se faz a um escritor, pessoalmente ou pelo correio, é:
- Aonde o senhor vai buscar suas ideias?” 

Acho muito divertida a situação de contar à alguém que eu escrevo, pois isso gera as mais variadas reações nas pessoas, algumas ficam em silêncio me encarando como se tentasse entender o que significa “escrever”, outras ficam surpresas quase como se fosse difícil acreditar. Independente de qual seja a reação, diversas vezes eu ouvi a pergunta “de onde você tira as ideias para suas histórias?” e eu gosto de responder “da vida”. 

Pode parecer meio absurdo dizer que a vida é uma grande inspiração quando eu escrevo histórias em lugares que não existem e com pessoas super poderosas, porém não é.

Eu tenho o costume de observar tudo à minha volta, eu sou curiosa, quero entender por quê as pessoas fazem o que fazem, o que as levaram àquele lugar e para onde vão depois. Como são informações que não se consegue com facilidade, cabe ao meu cérebro criá-las e assim da forma mais simples possível uma ideia surge. Antes de tudo uma ideia surge de algo comum, as vezes de alguma coisa que vi, de algo que ouvi, ou que li. 

Então a partir do momento que eu tenho a ideia bruta em mãos, eu começo a questionar a própria história na tentativa de tirar o máximo de que puder daquela ideia e o que talvez eu mais goste de fazer é perguntar aquele famoso "e se...?". Como seria se um garoto se apaixonasse pela primeira vez? E se uma cidade adorasse uma super heroína? O que uma vilã faria se de um dia para o outro descobrisse que seu herói está morto e não foi ela que o matou? Como uma pessoa comum reagiria se em sua pequena cidade começasse uma onda inexplicável de assassinatos?

As histórias nascem das perguntas, quem nunca questionou a vida? As histórias nascem das nossas experiências, quem nunca perguntou o que teria acontecido se tivesse agido diferente? As histórias nascem de outras histórias. No fim das contas a vida se fez arte e fantasia tornou-se real. 

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Quem leu o meu post sobre 2015, e acredito ter comentado em outras ocasiões também, viu que destaquei o ano passado importante, porque foi quando coloquei a mão na consciência e pensei: quero ser escritora, portanto preciso agir como tal. No meio dessa jornada em busca de como melhorar a minha postura como escritora, eu encontrei muitas coisas que me ajudaram MUITO, até cheguei a fazer um post com alguns links que me ajudaram horrores e um deles, volto a destacar, foi o curso grátis Gente Que Escreve. 

Logo no primeiro vídeo do curso o Fábio fala a respeito da ideia de escrever todos os dias, coisas que alguns concordam, mas outros preferem seguir outra linha. Eu acredito no quanto isso pode ajudar, mas não, eu não faço isso, porém desejo conseguir fazer um dia. 

Houveram algumas ocasiões em que eu precisei fazer isso, a primeira delas foi no BEDA. Em agosto de 2015, exatamente o mês em que comecei o blog, o desafio era: postar todos os dias. Ou seja, era quase como ter que escrever todos os dias, ainda que não fosse algo extenso, afinal é difícil encontrar alguém que escreva seis páginas do Word para um post de um blog, escrever um post novo a cada dia durante um mês inteiro eu diria que foi o que começou a me preparar para essa ideia que muitos escritores apoiam. 

A segundo ocasião, acredito eu, foi com o Challenge do FFOBS (que também comentei aqui no blog). Eu tinha um mês para escrever, revisar e enviar uma história finalizada ao site, eu passei dias seguidos escrevendo, as vezes precisava parar para concertar alguma coisa que não estava casando na história, então voltava a escrever. Foi algo frenético. 

A terceira, aquela que foi ao meu martírio e consequentemente a minha decepção: NaNoWrimo. Eu consegui uma quantia boa de palavras em um período relativamente curto, porém a história me deixou frustrada, os personagens já não pareciam tão bons, resumindo o já dito: eu desisti na metade do desafio. 

O que eu tirei dessas experiências? Além de que funciono estranhamente bem sob pressão, que escrever todos os dias é muito bom! A noite quando eu ia dormir não sentia que o meu dia tinha sido desperdiçado, pelo contrario, eu estava em paz porque tinha feito algo muito bom durante o dia, me sentia útil. 

Uma coisa que eu tenho trazido para mim e tentando espalhar isso para quem eu puder é: a única maneira de melhorar e praticar a escrita é escrevendo. Antes eu ficava choramingando sobre o quanto achava a minhas histórias ruins, ou o quanto eu odiava a minha escrita, porém eu não estava fazendo NADA para melhorar isso. E é por isso que eu gosto tanto dessa ideia de escrever todos os dias, pois todas as vezes que eu coloquei na prática eu aprendia alguma coisa e me sentia bem por ter escrito algo, não era como colocar a cabeça no travesseiro e sentir que foi um dia desperdiçado. 

Então a minha proposta hoje, para mim e para você que quer se desafiar também, é passar a escrever todos os dias, seja escrevendo vários posts para o blog, ou começando pequenas histórias, ou até começar uma grande história, vale qualquer coisa! Eu não quero mais colocar isso em prática só quando resolvo participar de algum desafio, ou concurso, eu quero criar em mim o hábito de escrever o tempo todo, quero perder o costume de ficar esperando a história vir até mim.

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Hoje quero falar algo muito sério, pode-se até considerar algo triste, coloquei Hello (Adele) para tocar enquanto escrevo, só para entrar no clima tristeza do post (se quiser escute a música também, vamos dramatizar esse momento juntos). 

No final de Outrubro, tipo última semana, acho que as pessoas estavam cansadas de ouvirem eu falar sobre o NaNoWrimo, eu simplesmente não podia evitar de falar sobre, pois estava muito animada com o desafio (acho que já falei que sou fã de desafios).

Eu acreditei fielmente que seria um Novembro muito produtivo, inscrevi Corrida do Ouro no desafio, história que já citei muito por aqui. Estava crente que por fim terminaria essa história que já fazia parte da minha vida há DOIS ANOS. Sim, amigos, eu estava há todo esse tempo desenvolvendo essa história, ela teve pelo menos umas três versões diferentes e acho que só não desisti dela durante esse tempo todo, porque gosto muito do que criei. 

Bom, alguns podem ter visto o post sobre a minha primeira semana (atrasada) do NaNoWrimo, que começou com uma produtividade muito baixa, mas de um dia para o outro o ritmo aumentou consideravelmente e passei a escrever muito. Eu já queria sair soltando rojões de felicidade, jogar confete na cara das inimigas, mas esse fogo, essa onda de inspiração passou tão rápido como surgiu. 

Pois é, logo em seguida eu já não fazia mais ideia do que fazer com a história. Um dos lemas do NaNo é: não esperar a inspiração, continue escrevendo assim mesmo. Mas como eu continuaria escrevendo se eu não fazia ideia alguma de como continuar a história?!

Corrida do Ouro continua sendo uma das minhas histórias preferidas, foi baseada na experiência com essa história que eu fiz o post sobre criar um AU, eu tenho alguns bons personagens nela, porém tem alguns totalmente descartáveis aos quais quis dar mais destaque do que realmente precisavam.

Eu passei algum tempo pensando durante Novembro, tempo onde eu deveria estar escrevendo e cheguei a conclusão que estou encerrando os serviços na mina (pegou o trocadilho? Hehe), estou oficialmente colocando Corrida do Ouro de volta na gaveta das ideias-para-serem-usadas-mais-tarde.

Entenda, não estou desistindo dela, mas dando espaço para que minha mente possa trabalha-la em outro momento, eu criei um mundo com essa história, criei lugares, costumes, tribos e coisas suficiente para não abandonar esse mundo que criei. Ele vai voltar, mas em outra história, com outros personagens, algo que realmente faça valer a pena o tempo que gastei o criando.

Mas de todo Novembro não foi ruim, na verdade foi muito bom. Além do fato de finalmente me libertar de algo que estava de certa forma me bloqueando e me chateando, eu comecei outras duas histórias! Pois é, quem diria? Uma delas é uma fanfic com Harry Styles, porque não basta ser só fã, tem que ser fã otária e iludida, e a outra é uma shortfic para a Ficstape Lu Indica, que já falei sobre aqui no blog. Estou particularmente animada com o resultado da ficstape, não vejo a hora de postá-la!

A pergunta que fica agora é: o que será que vou aprontar para o próximo NaNoWrimo? Me aguarde Novembro 2016!

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Minha ideia quando comecei o blog era passar adiante tudo aquilo que eu estou aprendendo desde que comecei a escrever ficção, coisa que acho que já contei ter iniciado lá no Orkut com as webs e fanfics. Posso dizer que estou conseguindo manter um ritmo, ainda que meio lento, de escrever esses posts e espero continuar fazendo isso, pois se tem uma coisa que gosto de falar e sobre escrever. 

Há algum tempo, em algum post lá no BEDA, eu falei sobre prazos e o quanto eles estavam de alguma forma me ajudando a terminar minhas histórias, então comentei que era uma teoria ainda em teste e caso ela se mostrasse verdadeira eu viria falar sobre ela. E adivinha! Eu estava certa esse tempo todo. 

Como eu sempre aviso: não é porque deu certo comigo que consequentemente vai dar certo com você, escrever é uma coisa bem pessoal, alguns métodos dão certo para alguns e errado para outros, cabe a cada um encontrar os seus meios. 

Eu venho aos poucos descobrindo que eu trabalho bem sob a pressão de uma data final (NaNoWrimo foi uma exceção dolorosa). A primeira vez que eu percebi isso foi em um Challenge que uma amiga organizou ainda na época do Orkut, na Webs Jemi, e foi incrível como consegui terminar a minha história em menos de uma mês, enquanto eu demorava uma vida para finalizar uma web Jemi (é, eu era iludida mesmo, flw).

Então em Agosto desse ano surgiu o Challenge do FFOBS com um dos temas mais maneirosda galáxia: heróis. Até cheguei a fazer um post sobre isso por conta da minha louca animação com o assunto. E em menos de um mês, mais uma vez, eu finalizei uma história. E no mês passado, como eu divulguei aqui no blog, começou a Ficstape Lu Indica e eu estava participando, finalizei a minha história em menos de duas semanas. 

Ainda que essas histórias que finalizei não sejam gigantes, a do Challenge tem 60 páginas e a Ficstape tem apenas 16, o que realmente importa é elas estarem finalizadas, pois para alguém que durante muito tempo ficou sem finalizar várias histórias, terminar algo já é uma vitória. 

Alguns não gostam desse ritmo sob a pressão de uma data final, por outro lado, outros podem se dar muito bem assim como foi comigo. O fato de você saber que tem que ter tudo pronto até o dia X, te faz se entregar de corpo e alma, te força a ter uma rotina mais rigorosa com a escrita, algo que muitas vezes não temos quando estamos desenvolvendo algo sem um prazo. É algo para se pensar e tentar. 

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Estou eu dentro do carro, ouvindo música e de repente surge ideia para uma história. Ou estou no ônibus e a ação estranha de alguém faz nascer um personagem e consequentemente uma história. Ou também estou sentada no quintal olhando para as belíssimas folhagens verdinhas dançando ao vento e NASCEU OUTRA HISTÓRIA!


Eu acredito que não sou o único ser humano (escritor) que tem histórias saindo até pelos olhos e pior do que lotar o cérebro de história (o que talvez nem seja tão ruim assim) é você querer escrever todas as histórias! Você está desenvolvendo algo, mas a história nova, que surgiu, parece ser muito mais legal e você quer escrever ela também. Eu sou assim, muito assim.

Algumas vezes estou escrevendo cinco histórias ao mesmo tempo, alguns podem pensar que é loucura, que é um método desorganizado de escrever, mas a questão é que não existe um método correto, cada um escreve da forma que melhor consegue trabalhar. O importante é não ficar ziguezagueando por diversas histórias, começar mil histórias, não terminas as mil, começar outras 500 e também não termina-las. É ai que mora o problema. 

Já fiz muito disso e nesse ano eu estou me empenhando de verdade em mudar muitas das minhas atitudes quanto ao modo como escrevo, me esforçando para ter mais compromisso e focar ainda mais em minhas histórias, tanto que hoje eu estou desenvolvendo apenas duas histórias, um número baixo para alguém que já começou várias e não terminou praticamente a maioria delas. 

Escrita é um mundinho bem complexo, ele não ter formas, não existe meios pré-definidos, apenas meios que dão certo. Já me senti mal pensando estar errada em escrever várias histórias ao mesmo tempo, mas hoje vejo que o que fazia eu me sentir mal era o fato de começar e não terminá-las. Se você quiser escrever uma história apenas, ou escrever 10, vá em frente, cada um sabe quais são os seus limites, cada um acha a sua forma de se organizar, o importante é você não desistir e finalizar!

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Recentemente eu estava ouvindo um podcast voltado a escritores (você pode encontrar nesse site) e em certo ponto eles começaram a comentar a questão da pessoa se preocupar de mais com a quantidade, as vezes ela se quer começou sua história e já está se preocupando com número de páginas e livros. 

Não vou ser hipócrita, as vezes também fico pensando nas quantidades de páginas das minhas histórias, parece que quanto mais páginas tiver, melhor será a história, o que pode cair por terra quando é posto em pratica. 

Acho que uma das frases que mais falo é: prefira qualidade à quantidade. Do que vai adiantar você ter 200 páginas de história, mas o conteúdo for pobre e mal trabalhado? 

A última história em que estava trabalhando, Aniquilação, no Word está contando com 58 páginas, mas disso pode-se tirar pelo menos umas 6 páginas de anotações, o que me deixaria com 52 páginas de história. Inicialmente a quantia me deixou preocupada, porque parecia tão pouco, então comecei a pensar em coisas pra acrescentar na história pra que o número de páginas aumentasse. 

Enquanto queimava alguns neurônios pensando no que acrescentar, lembrei-me da tal frase que eu tanto repetia aos outros e estava a prestes a deixar o meu próprio argumento de lado. Tudo o que precisava ser contado na história, foi escrito naquelas 52 páginas, o que eu viesse acrescentar não passaria de enrolação, eu estaria apenas enchendo linguiça com a finalidade fútil de aumentar o número de páginas. 

A qualidade de uma obra não está no seu tamanho, mas no trabalho de quem escreveu e a dedicação. Se você se esforçou pra escrever a melhor história, não importa se ela tiver apenas 5 páginas, ela vai ser a melhor história. E essa questão da qualidade VS quantidade não diz respeito apenas a história, na verdade diz respeito a muitas coisas na vida, como nossos blogs.

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Fonte: planeta png.

Criar um universo próprio é a forma de trazer ainda mais singularidade a uma história, ou no meu caso, foi mais como uma rota de escape por não saber o suficiente de uma época e principalmente de um lugar. Na minha história Corrida Do Ouro, eu acabei por criar um lugar, pois como não encontrava muitas informações concretas quanto as cidades e afins do período da Febre do Ouro e o chamado Velho Oeste, eu estava apavorada com a ideia de escrever tentando utilizar a zona sul dos EUA e fazer m****. 

Então a minha forma de fugir desse medo foi criar um lugar, apesar que no começo eu senti aversão a ideia, pois não queria algo “falso”, mas pensei bem e vi que além de eu ter total liberdade criativa pra fazer o que eu bem entendesse daquele lugar, ainda seria uma boa experiência tentar criar algo ainda maior, algo que nunca havia tentado antes.

As ideias a seguir são bem pessoais a respeito do assunto, pode não ser algo universal, são coisas baseadas na minha experiência até agora criando um universo próprio. 

Abuse da criatividade, mas não viaje na maionese.
Ok, o que eu quero dizer com isso? A não ser que seja a sua intenção fazer um negócio totalmente absurdo, tipo pinturas surrealista e abastardas, você precisa ter cuidado com o que cria, pra não ser algo beirando a insanidade, pois a nossa intenção é criar um lugar, que mesmo não sendo real, ele passe o sentimento de realidade. E caso esteja com dificuldades nesse tópico, vamos ao próximo: 

Baseie-se na História.
O senhor George RR Martin já falou que baseou conflito Stark VS Lanister na Batalha das Rosas (que você pode entender o que foi e de forma bem divertida nesse nerdcast). E eu estou baseando muita coisa da minha história nos próprios acontecimentos da época do Velho Oeste, como a corrida do ouro, que é justamente o que dá nome a história, o conflito homem “civilizado” VS índio, Guerra Civil, entre outras coisinhas. A História é uma fonte inesgotável de ideias e base para muita coisa. 

Em circunstância alguma você pode se esquecer da diversidade. 
Vamos lembrar que cidades, países e continentes são feitos de pessoas das mais variada etnias, mais variadas cores de peles, mais variadas crenças, etc... Em Corrida Do Ouro, eu trabalho com narração em terceira pessoa, com narração de vários personagens e em diferentes locais do país, fico constantemente me lembrando dessa diversidade, pois estou lidando com diversos locais, com uma variedade imensa de etnias. 

Você pode criar mapas.
Eu não sei se existem regras pra se criar mapas, mas se existirem provavelmente quebrei todas elas. A finalidade de se criar um mapa foi apenas pra eu ter uma noção de onde as cidades ficam, onde tem mar, onde tem rio, etc. Tentar criar e guardar tudo isso dentro da minha cabeça seria exigir de mais do meu cérebro, então o mapa serve pra aquilo que ele sempre serviu: guiar. 

E quanto ao idioma. 
Pra falar a verdade essa foi uma questão com que não me preocupei muito. Eu não tenho capacidade alguma pra criar uma nova língua e nem vou me arriscar nessa área, apesar de na minha história existir uma índia entre os personagens principais, não criei diálogos em nenhuma língua indígena.

Não transforme sua história em um livro de História. 
Você tem um novo país em mãos, ele tem uma história como qualquer país e você vai precisar explicar isso a quem está lendo, porém não pode transformar a narrativa em um texto de livro de História, vai tornar algo maçante e deixar a pessoa com a sensação de tédio enquanto lê. Você precisa encontrar a sua forma de colocar a História de uma maneira leve e que ela se case com a narrativa, sem parecer que abriu um imenso parênteses entre um parágrafo e outro.

Mas de forma alguma esqueça da História!
Se tem uma coisa que eu, como leitora, odeio é ler algo que se passa ou em uma distopia, ou um mundo próprio, e ter informações rasas ou quase nenhuma sobre a História daquele lugar. Chega a ser frustrante! Estamos lidando com um lugar criado por você, toda informação desse lugar está exclusivamente em sua mente, não pode escrever a história esperando que o leitor entenda por osmose aquele local. Você não precisa ter tudo em detalhes, mas o mínimo possível. 

Seja ousado! 
Entendeu que não precisa viajar na maionese pra ter um lugar próprio, use e abuse da dosagem certa de ousadia. Não fique se prendendo pelo o que os outro já criaram, se está em dúvida se deve ou não colocar algo em seu universo alternativo, converse com as pessoas a sua volta, explique a elas o que você quer e pergunte o que cada uma acha. Aquele lugar é seu, as regras quem vai ditar é você. Se tal autor fez de tal jeito, você não tem obrigação nenhuma de seguir aquele jeito, aquilo serviu para aquela história. Não tenha medo de ser ousado. 

Pros de um AU: Você tem total liberdade e controle do local onde a história se passa, você tem uma ampla gama de coisas à explorar da forma que sua mente quiser.
Contras de um AU: Vai dar muito mais trabalho, pois antes de começar a escrever você precisa ter o mínimo de informação do local. Você vai exigir ainda mais de sua criatividade. 

Quando eu parava pra pensar em criar um próprio mundo, me parecia algo terrivelmente complicado, realmente não é fácil, porém não é impossível. Vai exigir mais esforço da sua parte, por outro lado é um processo criativo um tanto interessante, estou adorando trabalhar um lugar próprio, a liberdade que isso me proporciona é indescritível, torna a obra ainda mais pessoal. 

Se você tem vontade de criar um universo alternativo, criar o seu próprio país, acredito ser uma experiência interessantíssima, pela qual vale a pena passar ao menos uma vez. E como parece existir um nerdcast pra cada ocasião da vida, existe um sobre criar mundos que vale a pena ouvir, você pode fazer o download aqui.

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Sem dúvida o local onde a história se passa é um dos pontos mais importantes da mesma, é nela onde nossos protagonistas vivem suas confusões, se encontram, se desencontram, vivem os melhores momento, os mais infelizes também. À época também é um fator importantíssimo, pois ela dirige os costumes, as expressões, as ações, seja pra um personagem que segue os costumes a risca, ou aquele “à frente do seu tempo". 

Cultura, linguagem, costumes. Todos são pontos de extrema importância em uma narrativa, eles trazem a veracidade, aquele sentimento de realidade a trama. E a forma de tornar isso convincente é pesquisando e entendendo o local e a época em que sua história se passa. 

Não estou dizendo que as coisas devem ser 100 por cento verídicas, pois a não ser que você viva naquele lugar e naquela época, ou conheça alguém que vive, você nunca vai conseguir descrever com total exatidão. Mas por outro lado, isso não descarta a possibilidade de ser o mínimo realista e convincente possível. 

Hoje temos uma grande ferramenta a nosso favor, a qual todos são bem familiarizados: a internet. Sem desculpas que não tem livros, que não tem acesso fácil a uma biblioteca, com um celular em mãos e internet você pode fazer uma boa pesquisa. 

Nem sempre tive esse pensamento. Hoje toda e qualquer história que começo, principalmente as que não se passam em meus país, minha época, eu faço uma pesquisa. E vou admitir que tem se tornado uma das minhas partes preferidas da criação, porque além de ser de grande importância pra história, eu acabo aprendendo muita coisa. 

Quando fui começar a escrever A Corrida do Ouro, que pra quem viu na página “Projetos” a história se passa no Velho Oeste. Apesar de tudo acontecer em um país fictício, eu quis manter muitas coisas da época e aprendi que o Velho Oeste dos filmes, não é bem como o verdadeiro Velho Oeste. E hoje tenho blocos e mais blocos de anotações sobre a época, que servem como referências pra enriquecer a história.

Uma coisa que caiu no meu conhecimento recentemente são os sites das cidades, muitas cidades por todo o mundo tem seu próprio site, sendo uma fonte extremamente confiável pra você utilizar em suas pesquisas. Esses site são ricos de informações, com páginas sobre os pontos importantes, praças públicas, calendário de eventos, feriados, muitas imagens, serviços públicos, etc. Então utilize essa ferramenta de fácil acesso e aberta a qualquer um, com informações relevantes e verídicas. 

Citei muito a questão de lugares e época, mas isso não descarta a importância de uma boa pesquisa com questões de doenças, distúrbios e tantos outros assuntos. Tudo aquilo que você não tem conhecimento, ou tem dúvidas se realmente é o que você pensa, é mais do recomendado você ir em busca de informações e dados. Nunca é de mais se preparar.

No começo pode bater aquela preguiça em ficar abrindo página atrás de página, coletando infinitas informações sobre algo, eu também sinto isso. Mas quando se começa, você percebe que é um trabalho tranquilo e quando se dá conta já está há um tempão lendo.  

Esse post faz parte do projeto BEDA – Blog Every Day August, que consiste em postar algo todos os dias durante todo o mês de Agosto, promovido pelo grupo Rotaroots.

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Divagando sobre a imprevisibilidade da vida e como ela pode nos tornar criativos sofredores.

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