Querida criatividade, entendo que você gosta de mim da mesma forma que eu gosto de você, gostamos tanto uma da outra que as vezes não queremos nos desgrudar, ficamos abraçadas uma a outra como se a nossa existência dependesse disso. Porém temos uma vida, ou melhor dizendo eu tenho uma vida.
Não me entenda mal, querida. Longe de mim querer expulsá-la da minha vida, pois preciso de você mais do que pode imaginar, no entanto existem momentos em que eu não preciso de ideias novas, a única coisa que preciso é focar.
Existem aulas, palestras, conversas e tantas outras coisas que eu preciso estar de ouvidos ligados para entendê-las, porém a senhorita não parece entender muito isso e passa a cochichar em meus ouvidos uma porção de ideias tentadoras e meu cérebro, um viciado em novas ideias, é claro que se desliga do mundo e passa a escutá-la somente.
Eu a amo tanto, mas tanto, que não parece certo ignorá-la quando fala comigo e as vezes sua voz é tão baixa, que me força a redirecionar toda a minha atenção para você. Mas eu preciso de você quando sento em frente ao notebook com o documento daquela nova história aberta diante dos olhos, nessas horas você parece se calar, não entendo bem por que faz isso.
É necessário que entremos em um acordo, eu não posso fazer as coisas apenas quando você quer, assim como não posso obrigá-la a fazer as coisas sempre que quero. Então como fica?
Espero que de alguma forma possamos conversar e resolver-nos, pois sabe bem que temos duas histórias para terminar e um blog para atualizar.
Com todo amor, Gabriela.






