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Cats Can't Write


Quem diria que 2019 traria de volta algo que foi o centro da minha adolescência. Cercado de rumores, contas sendo reativadas nas redes sociais e um primeiro single lançado. Então Jonas Brothers está de volta com todas as lembranças de tempos passados. Podem dizer que é impossível voltar no tempo, sendo assim, o que foi que aconteceu comigo nos últimos dias?

Os próprios Jonas voltaram no tempo no programa do James Corden, ao criarem uma divertida paródia de Year 3000. Eles não precisaram ir muito longe para ver a volta que o mundo deu desde aquela época.

De repente me vi de volta aos 14 anos, quando descobri Jonas Brothers em uma aula de artes. Aparentemente eles eram um tanto famosos, pois quando falei que não fazia ideia do que seria isso as garotas na roda me olharam com um ponto de interrogação no rosto. Como assim você não sabe o que é JoNaS bRoThErS?

Sabe em um filme, quando acontece aquela cena que muda completamente o rumo da história? Quem sem ela o resultado seria outro. Pois bem, a minha mudou nesse ponto. É bizarro dizer que uma bandinha pop pode ter sido a responsável por mudar a minha vida, mas ainda assim eu ouso dizer que quando olho para trás, eu não consigo pensar em outro ponto mais decisivo do que o dia em que abri uma comunidade do Joe Jonas, ainda no Orkut, e descobri uma coisa chamada fanfic.

Um dos pontos mais importantes da minha existência se deve a uma banda, que movia multidões histéricas de adolescentes antes de One Direction, porque de repente descobri o passatempo divertido de criar histórias com os meus ídolos.

Minha história com a escrita começa muito antes disso, não vou dar todos os créditos aos Jonas Brothers sobre essa trajetória, no entanto, quando penso na época das fanfics no Orkut, foi nesse ponto que descobri um gosto especial pela escrita.

Se esse não foi o começo, tampouco foi o final também. Jonas Brothers encerraram atividades, aprendi a criar os meus próprios personagens, já tinha me conformado que Joe Jonas não ia esbarrar comigo pela rua e viver uma história de amor. Alguns altos e baixos, descobri George R. R. Martin e As Crônicas de Gelo e Fogo, ao mesmo tempo que me admirava com a obra do homem, me assustava pensando: ninguém vai querer ler o que eu escrevo. Sigo sem muitas pessoas lendo o que eu escrevo, mas superei o medo.

Agora a banda, que foi a trilha sonora da minha adolescência, está de volta e fico feliz de saber que aquela coisa que ganhou forma quando os conheci (a escrita, caso não tenha ficado muito claro ainda) ainda está aqui comigo. Mais forte do nunca, vive dentro de mim. Obrigada Joe Jonas, no fim até que não foi de todo uma bobeira pensar que eu me casaria com você.

Finalizo o post com a paródia do ano:


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Depois de tanto esperar para assistir o tão comentado Bohemian Raphsody, a última coisa que eu esperava era sair do cinema com alguma lição real para a vida. Talvez seja o momento pelo o qual estou passando, que me torna sensível para a mínima menção das questões que me rodeiam a cabeça. Mas seja como for, tem um fator em especial que me chamou a atenção no filme e não tem nada a ver com a caracterização incrível dos atores (sério, os atores ficaram incríveis).  

Pode ser muita pretensão da minha parte dizer que todo ser humano tem dentro de si uma inquietação, mesmo assim vou dizer: todo ser humano é inquieto. Ou ao menos é assim quando tem alguma coisa que não está se encaixando. 

Aqui entra Freddie Mercury e o seu emprego tedioso no grandioso Heathrow. Como nunca fui muito fã de Queen, embora tenha na ponta da língua a letra de várias músicas da banda (acho que o ser humano nasce com We Are The Champions e Love Of My Life no DNA), eu nunca tinha pesquisado sobre a vida dos membros e assim não sabia dessa parte da vida do vocalista. 

Ele estava lá em seu trabalho, onde poderia se acomodar como a maior parte da população mundial, porém tinha uma chama dentro dele que queimava e lhe dizia: amigo, você é muito mais do que isso. E se tem uma coisa que o filme deixa claro é que o homem era muito certo do seu potencial. 

Existe uma coisa que queima dentro de nós, que nos deixa inquietos quando algo não está indo certo, ou ao menos indicando que não devemos nos acomodar naquilo que estamos metidos. Pode ser naquele emprego que não nos faz feliz, mas no fim temos que aceitar, afinal a vida adulta exige certas responsabilidades. Ou aquele curso da faculdade que encaramos só por ser o que “dá dinheiro”, porém não é o que queremos fazer.  

E isso me leva a outro ponto: a espera. Eu acredito cem por cento que o ser humano não foi programado para lidar com a espera, especialmente no ponto em que nos encontramos, quando tudo é tão rápido e o tempo parece escasso. Paciência não é necessariamente o nosso ponto mais forte e como aguentar a espera por algo que às vezes nem sabemos o que é? Temos aquele sonho de fazer uma viagem internacional, ou de ser o próximo nome na lista dos mais vendidos da New York Times, ou simplesmente de descobrir qual é o nosso grande objetivo na Terra. 

Até doí ter que admitir que as coisas acontecem no seu próprio tempo. Quantas vezes será que Freddie Mercury se questionou quando seria sua vez? Ele demonstrava tanta confiança em si mesmo, que pode ser difícil imaginar que ele tenha questionado algo assim. Mas será que em sua imaginação, quando ainda sonhava com o sucesso, chegou sequer perto do que ele realmente se tornou? 

A verdade é que quando algo tem que acontecer, simplesmente vai acontecer sem qualquer interferência nossa. Qual é! Até o físico de Freddie contribuiu para ele ter uma das vozes mais marcantes da música. Aquilo que tem que ser, vai ser. E a nós apenas resta aprender a ser pacientes e não deixar que essa coisa que queima em nossos peitos esfriar. 
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TÍTULO ORIGINAL: Logan
SINOPSE: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.
GÊNERO: Ação, Ficção científica, Aventura
DIREÇÃO: James Mangold
ELENCO: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 16 anos (e não é atoa isso! Tinham crianças gritando e chorando em uma sessão que eu fui)

Vamos falar daquele filme que todos aguardaram ansiosamente, feito crianças esperando os presentes de natal na véspera do dia 25. Já faz mais de uma semana que assisti ao filme pela segunda vez, mas nunca é tarde para falar de Logan. 

Logan nos fala sobre... Logan. Em um futuro não tão distante, mas não tão próximo também (talvez um pouco), nosso amiguinho Logan está velho e ocupa as horas do seus dias e noites como motorista de limusine. Uma vida que logo de cara você percebe: é deprimente. Mas como se não fosse deprimente o suficiente, ainda nos deparamos com um Chales Xavier ainda mais velho e enfrentando alguns problemas de saúde. Eis que surge um serviço para Logan, um serviço que ele recusa diversas vezes, até ser vencido pela insistência (lê-se dinheiro) e acaba indo amarrar o seu burro no lugar errado. 

Esse foi o último filme de Hugh Jacksman no papel do Wolverine, uma coisa que vem sendo tão comentada, que chega a ser redundante eu dizer também, mas bem... É a última vez que Hugh vai nos agraciar com a sua atuação como Wolverine. Eu teria ficado realmente chateada se essa despedida terminasse com o sentimento de tempo perdido que o segundo filme do Wolverine deixa (é sério, foi um sacrifício chegar até o final, mas não costumo largar filmes pela metade). Porém fomos surpreendidos por um filme de respeito, aquele que ao terminar e os créditos subirem, você está lavado em lágrimas e aplaudindo.

O filme segue com muita pancadaria, sangue, coisas e pessoas sendo cortadas, palavrões e até mesmo histórias em quadrinhos dão as caras.


Agora vamos à um parágrafo de apreciação, porque a X-23 (ou Laura) merece um parágrafo só seu. O QUE FOI ESSA MENINA?! A pequena Dafne estava de matar, se é que você me entende. Laura cria uma ligação fofíssima com Charles. Desde o começo o professor comenta sobre um novo mutante, coisa que Logan pensa não passar de balela, já que tem anos que não nasce um mutante se quer, eis que chega a nossa Laura mostrando para o que veio: SER DESTRUIDORA!

E para os fãs de road trips, Logan nos leva do sul dos EUA até Dakota do Norte, numa viagem alucinante tendo que correr de uma galera nada legal, que estão loucos atrás da nossa X-23. É uma viagem de descoberta, uma viagem onde Logan tem a oportunidade de conhecer melhor Laura, onde Charles tem a chance de finalmente trazer um pouco de dignidade a vida sofrida que vinha levando. Como diria locutor da Sessão da Tarde, é uma viagem que promete muitas confusões. 

Portanto, não perca a oportunidade de conferir a última aparição de Hugh na pele de Wolverine (e a de Patrick como Charles, mas eu ainda tenho esperanças apareça em Legion, por favor!) e o surgimento de uma nova mutante maravilhosamente bem interpreta pela Dafne.

Não sei se choro ou se sorrio... 

Metacritic: 77/100 | Rotten Tomatoes: 92% | IMDB: 8,6/10


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Faz algum tempo que não venho aqui agracia-los com a recomendação de alguma história, normalmente eu dedico todo um post para uma história especifica, mas estou afim de testar algo diferente e mais rápido, que seriam lista com algumas histórias dentro de algum tema, por exemplo, como nesse post: histórias de época. Pode ser que no decorrer das listas uma ou outra vão se repetindo. 

O primeiro tema desse segmento de lista teve como base nada, na verdade foi a primeira ideia que me veio em mente, pois pensei “ok, quero fazer listas, então qual será o tema da primeira?” e essa questão foi seguida de três pontos que duraram algum tempo, até que olhei Trono de Sangue, pensei em Game Os Thrones e então veio a ideia de lista com histórias de época. Sem mais delongas, acompanhe as selecionadas:

TRONO DE SANGUE – Por Rocha L. P. 
É claro que a primeira tinha que ser a história que inspirou o tema, que por sinal já tem resenha aqui no blog, então dê uma olhada. TdS se passa numa era medieval, em um reino fictício, Ílac, Medroc e Ocland são alguns dos lugares que compõe esse lugar. A história até esse dado momento está com 19 capítulos maravilhosamente escritos, é repleto de mistérios, revelações vagas ao melhor estilo George R. R. Martin, para te deixar se coçando de curiosidade sobre o que aquele personagem poderia estar se referindo e tem realeza a beira de um colapso. É empolgante!
SINOPSE: Em uma época regada de sangue e dor, grandes impérios batalhavam entre si em busca do poder. Depois de muito sangue jorrado, um acordo de paz é feito e a união de Ílac e Medroc é selada através de um compromisso, o casamento de seus herdeiros.
Mas o que acontece quando há muito mais nessa história além de um matrimônio convencional? O que fazer quando você descobre que muitas artimanhas foram realizadas e que a paz talvez esteja realmente longe de acontecer?
Evelyn Kreigh não é frágil e delicada, pelo contrário, é uma rainha forte e decidida, apesar dos golpes que a vida lhe deu. Ela cedeu tudo pelo contrato, inclusive o amor e a chance de ser feliz.
Mas quando uma ameaça à paz é instaurada e ela se vê acusada de algo que não fez, a Rainha precisa correr contra o tempo para proteger seu império e sua filha Alyssa de uma batalha novamente contra Medroc.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

ERA DE CASTLEY – Por K. C. Hayes
Faz algum tempo que não leio essa história, o que não quer dizer que ela deixa de ser boa. Seguindo uma linha ainda medieval, essa conta com um pirata e uma necromante como protagonistas, em um mundo repleto de magia. Também é uma história ambientada em um universo próprio lindamente criado pela autora.
SINOPSE: Um pirata que tem traumas do mar, e não consegue mais navegar. Uma necromante tentando entender seus sonhos premonitórios e a morte. Um continente condenado por uma maldição. Aslan parte em busca de uma resolução para seus medos, ansiando poder voltar a reinar sobre os mares, mas quando encontra Kiera, descobre que para tudo há um preço a se pagar. Juntos, os dois partem em uma jornada pelas terras de Arcadiax, com a tarefa de acabarem com a maldição, e se auto-descobrirem.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

SOLDADOS DE VIDRO – Por Luiza Dantas
História de uma pessoa incrível que posso chamar de amiga, a história se passa já no final da Segunda Guerra Mundial, acompanhando a trajetória de três soldados inseridos no meio da guerra. É uma história emocional, carregada de muito sentimento, seja de quem estiver lendo, ou dos próprios personagens.
SINOPSE: 1944. Estamos no final da Segunda Guerra Mundial. O caos da guerra está mais intenso do que nunca - milhões de pessoas mortas, inúmeras cidades destruídas, crianças órfãs, mulheres esperando por maridos que nunca voltarão para casa.
Tudo isto é ainda pior na Frente Leste. Um lugar verdadeiramente cruel, onde vinham à tona os piores instintos de um homem, onde não existiam as máscaras e fingimentos que as pessoas usam no dia a dia.
E foi na Frente Leste que esta história encontrou um lugar para se desenrolar.
Ostfront acompanha a vida de três soldados alemães lutando nesse cenário terrível: um oficial severo com um passado problemático, que lida com o mundo fingindo ter um coração de pedra; um jovem carpinteiro esquizofrênico com muito mais problemas do que deixa transparecer; e um escritor afegão boêmio e libertino, que foi para a guerra procurando fugir das batalhas dentro de sua própria casa.
Essas três vidas que o destino entrelaçou agora não têm escolha a não ser fazer o possível para suportar a vida nesse lugar hostil, e o mais importante - sobreviver.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

1953 – Por Luiza Dantas
Além de ser da mesma autora de Soldados de Vidro, 1953 conta com dois personagens da já citada. É um conto que se passa em um Natal cheio de surpresas e emoções.
SINOPSE: A década de 50 não foi uma das melhores épocas para descobrir-se homossexual. Para a sociedade, eram uma mancha. Uma aberração. Uma doença.
Neste contexto acompanhamos um casal formado por um tradutor afegão e um psiquiatra francês, escondendo-se de todos, fingindo ser apenas amigos. No entanto, a chegada de um convidado para o Natal pode quebrar essa harmonia frágil.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Finalizado.

NO MAN’S LAND – Por Gabriela Teixeira
Quero começar dizendo que amor próprio é tudo na vida, então eu vou sim encaixar uma história minha nessa lista. No Man’s Land se passa no que seria considerado o velho oeste, algo lá pelo século 19, a história se passa em um lugar fictício e está acontecendo a chamada Corrida do Ouro. É uma história curta, com um pouco de drama, uma dose de violência e tiros.
SINOPSE: Aquela era uma terra selvagem e impiedosa, deixava o homem acreditar que a dominava, enquanto lhe enchia a cabeça com cobiça e avareza, assim transformando-o aos poucos em algo irreconhecível. A seca assolava o país impiedosamente, levando consigo o sustento de diversas famílias, as plantações eram as primeiras vítimas, vindo em seguida os animais e por fim o homem. Eis que o ouro é descoberto em abundancia nos rios que cortam o distante e selvagem Oeste, fazendo famílias inteiras tomadas pelo desespero e a fome moverem-se pelo país na esperança de conseguirem sua porção em pepitas douradas. Aquela era uma terra sem leis, aquela era uma terra de ninguém.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Finalizado. 

LYCANTHROPE – Por Stephanie Pacheco
A história se passa em meados do século 19, um vilarejo passa a ser assombrado por uma série de assassinatos brutais, que deixam a população em estado de alerta e quando uma vítima sobrevive, ela relata que se trata do ataque de um lobisomem, assim causando ainda mais alarde por toda a comunidade.
SINOPSE: Em meados do século XIX, uma série de assassinatos brutais começa a acontecer, deixando a população em estado de alerta. Os corpos aparecem completamente destroçados e com ausência de alguns órgãos. Seria só mais um caso típico de ataques de animal que as autoridades precisavam resolver para acalmar os ânimos se uma das vítimas não sobrevivesse e alertasse a plenos pulmões que tudo era causado por uma besta humanoide que possuía olhos de fogo.
Em meio ao caos e à correria da polícia para desvendar o caso, o jovem escritor, Graham Warwick, se vê enfrentando seus próprios demônios, que se resumem a superar o bloqueio criativo, entregar uma obra prima e salvar sua carreira, que se encontra por um fio.
Suas perspectivas começam a mudar quando ele reencontra a jovem Lennon Stonnenberg, uma antiga colega em sua adolescência que mexeu não só com sua sanidade, mas lhe deu a coragem que ele precisava para se lançar no universo da escrita.
Metida a investigar casos de assassinato, ela inicia uma busca implacável com a ajuda de Graham, que ao se envolver em todos os trâmites talvez consiga encontrar a inspiração para um novo best-seller na solução desse mistério.
Quando a escuridão domina o coração dos mais frágeis e os gritos cortam a noite, a besta se levanta para aniquilar e satisfazer seus desejos.
Com o sangue dos inocentes tomando seus lábios, ela caminha sedenta por mais... Deixando um rastro de caos e destruição por onde passa.
Baseada na história dos serial killers considerados licantropos, essa história poderá lhe mostrar que nem tudo é necessariamente como imaginamos.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento. 


Se alguma história lhe interessou, não deixe de conferir e dar aquele apoio moral para a autora, é sempre muito bom receber comentários positivos e construtivos. Qualquer ideia, sugestão e afins sobre listas de histórias são mais do que bem vindos, pois deu para notar: está me faltando um pouco de ideias aqui. E até a próxima lista!

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Talvez seja a milionésima vez que eu sumi desse blog, mas acredito que nenhum sumiço foi tão longo quanto esse, até apareci para publicar um conto que escrevi para um concurso no Tumblr, mas ainda assim, não foi um retorno triunfal ao bom estilo Fênix. Não vou mentir, já faz algumas poucas semanas que penso em voltar para o CATS, porém não surgia um assunto realmente legal para abordar, até que descobri Abstrac – the art of design e a vida mudou (ou quase isso). 

Se você não faz ideia do que raios é Abstract, sente aqui e vamos conversar, pois você está prestes a descobrir uma das maiores joias da Netflix (em minha humilde opinião), ou pelo menos um conteúdo muito maneiro para quem curte arte e principalmente design. Bom, esse post vai ser um mix de resenha e o já conhecido “seis motivos para assistir”, que eu sempre faço quando assisto uma série. 

Abstract é uma série documental produzida pela própria Netflix, ela conta com oito episódios, cada um com uma média de 40 minutos de duração. A série é completamente focada em arte, cada episódio aborda um artista influente dentro de uma área do design (design gráfico, cenografia, fotografia, arquitetura, etc).

Não é algo maçante, que apenas lhe joga informações na cara.
Acredito que tem uma porção de pessoas que não gostam de documentários porque tem aquela ideia: alguém vai ficar falando sem parar, jogando informações na minha cara, vai me dar sono. Eu particularmente amo documentários, especialmente aqueles sobre assuntos que me interessam e Abstract é aquela série documental que eu precisava e não sabia.
Toda a série foi construída para que não fosse nada maçante, na verdade, bem divertido, já começando pela abertura própria de cada episódio, com uma música agitada e muita cor. Acho que dá para dizer que cada episódio segue duas linhas de tempo, uma seria o passado e história do artista apresentado, enquanto a outra é a equipe do documentário acompanhando um trabalho atual da pessoa, para que quem está assistindo não só entenda o trabalho e saiba de onde veio, mas principalmente veja como ele é feito.

Oito episódios, oito áreas diferente do design.
Cada episódio é focado em um artista e cada artista está inserido numa área diferente do outro, temos ilustrador, cenógrafa, designer gráfica, fotógrafo, arquiteto, etc. Eu costumo dizer que eu conhecia as obras e a série me fez conhecer os autores das mesmas, em pelo menos UM episódio você vai reconhecer alguma obra, seja um tênis da Nike, ou um palco montado pela Es Devlin. 
É interessante não só pelo lado de ver o trabalho do artista, mas perceber quantas áreas e quantas possibilidades de trabalho que existe dentro do design, pegando a Es de exemplo novamente, ela trabalha projetando palcos e cenários, não é sempre que vemos um palco incrível que pensamos em quem pode ter projetado e pensado em cada mínimo detalhe que compõe todo aquele cenário.

É uma imersão na mente do designer. 
A série não mostra apenas o trabalho artista, vai além disso, Abstract entra na vida do designer e mostra todo o processo de construção do trabalho, que muitas vezes são projetos que levam anos de execução. De forma quase pessoal, os artistas nos levam para dentro dos seus ambientes de trabalho, mostram seus instrumentos, a equipe que os acompanha, passamos a ver que aquele trabalho que para muitos é só uma imagem, ou só um prédio, ou apenas um cômodo cuidadosamente planejado, na verdade existe todo um processo criativo por trás, envolve muito mais do que apenas papel e cimento, existe sentimento ali, uma forma única e pessoal de desenvolver algo criativo, chamativo e intenso. 
Ainda podemos saber um pouco da trajetória do artista até o momento presente, vemos de onde veio, de onde surgiu o sonho, ou onde descobriram o que queriam fazer, e o caminho percorrido até o reconhecimento e influencia mundial. 

Não tem necessidade de assistir em ordem. 
Estamos acostumados com séries que é preciso assistir os episódios em ordem, caso contrário, você não vai entender bulhufas sobre o que está rolando. Sendo uma série documental em que cada episódio foca em uma área diferente do design, não existe necessariamente uma ordem, você é livre para criar a sua ordem. Você pode, por exemplo, começar por aquela área do design que gosta mais e ir até a que gosta menos, ou desconhece completamente. Eu descobri o quanto o design é parte fundamental de um veículo, ou algo que é quase lógico como em um tênis, eu nunca havia parado para pensar em todo o estudo e trabalho que existe por trás de um único par de tênis.  

Abstract também ganha estrelinha dourada por toda a parte técnica.
Apesar de eu não manjar muito no que diz respeito a parte técnica de filmes e séries, é evidente todo o cuidado técnico que deram a Abstract. Seja pelos enquadramentos que favorecem o assunto e deixa tudo mais equilibrado e belo, ou pela edição bem pensada para deixar tudo divertido, leve e nada maçante, a trilha sonora agitada que parecia dar ainda mais ritmo aos episódios, a fotografia... Tudo foi feito de forma que se encaixasse e principalmente: fosse um deleite aos olhos e ouvidos. 

É inspirador!
E não digo apenas no sentido de histórias inspiradoras, porque sem dúvida são histórias para se inspirar, mas digo no sentido artístico mesmo. Ver tantas obras magnificas, prédios gigantescos e de aparência estranha a primeira vista, ou um trabalho tipográfico que consegue passar toda uma mensagem apenas com a escolha da fonte, ou a valorização de um espaço pequeno através de projeções espetaculares, tudo contribui para você ser tomado pelo mais puro sentimento de inspiração. Eu terminei o episódio sobre a Paula Scher louca para abrir o Photoshop e fazer altas loucuras tipográficas (mas eu só fui para o episódio seguinte hehe), ou ainda o episódio de Platon, eu queria treinar fotografar rostos até conseguir transmitir tanto sentimento quanto ele faz em suas fotografias (é sério, se você nunca viu o trabalho desse homem, vale MUITO a pena conferir).


Eu vejo Abstract como uma grande homenagem à arte. A série mostra com delicadeza como todo esse mundo criativo é construído por pessoas diferentes, de áreas diferentes, que pensam diferente e criam de formas diferentes, mas de certa forma têm objetivos em comum, seja mudar algo, ou tornar algo mais belo, ou belo e confortável ao mesmo tempo. É uma coisa que fica muito clara, cada um começou com a ideia de melhorar algo, ou mudar algo. Tinker queria um tênis que tivesse um visual bonito e fosse confortável ao mesmo tempo, Bjarke criou prédios enormes e insanos em um lugar de construções clássicas e baixas, Es via em espaços pequenos potencial para grandes cenários e mudou aquela configuração simples de palcos de bandas. 

Bom, se você ainda não se permitiu conferir essa obra maravilhosa da Netflix, já lhe dei seis bons motivos para dar um play pelo menos no primeiro episódio, ou quem sabe naquele que apresenta o designer da área que você mais tem afinidade. A verdade é uma: Abstract vale o seu play. 

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Divagando sobre a imprevisibilidade da vida e como ela pode nos tornar criativos sofredores.

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