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Cats Can't Write


Talvez seja a milionésima vez que eu sumi desse blog, mas acredito que nenhum sumiço foi tão longo quanto esse, até apareci para publicar um conto que escrevi para um concurso no Tumblr, mas ainda assim, não foi um retorno triunfal ao bom estilo Fênix. Não vou mentir, já faz algumas poucas semanas que penso em voltar para o CATS, porém não surgia um assunto realmente legal para abordar, até que descobri Abstrac – the art of design e a vida mudou (ou quase isso). 

Se você não faz ideia do que raios é Abstract, sente aqui e vamos conversar, pois você está prestes a descobrir uma das maiores joias da Netflix (em minha humilde opinião), ou pelo menos um conteúdo muito maneiro para quem curte arte e principalmente design. Bom, esse post vai ser um mix de resenha e o já conhecido “seis motivos para assistir”, que eu sempre faço quando assisto uma série. 

Abstract é uma série documental produzida pela própria Netflix, ela conta com oito episódios, cada um com uma média de 40 minutos de duração. A série é completamente focada em arte, cada episódio aborda um artista influente dentro de uma área do design (design gráfico, cenografia, fotografia, arquitetura, etc).

Não é algo maçante, que apenas lhe joga informações na cara.
Acredito que tem uma porção de pessoas que não gostam de documentários porque tem aquela ideia: alguém vai ficar falando sem parar, jogando informações na minha cara, vai me dar sono. Eu particularmente amo documentários, especialmente aqueles sobre assuntos que me interessam e Abstract é aquela série documental que eu precisava e não sabia.
Toda a série foi construída para que não fosse nada maçante, na verdade, bem divertido, já começando pela abertura própria de cada episódio, com uma música agitada e muita cor. Acho que dá para dizer que cada episódio segue duas linhas de tempo, uma seria o passado e história do artista apresentado, enquanto a outra é a equipe do documentário acompanhando um trabalho atual da pessoa, para que quem está assistindo não só entenda o trabalho e saiba de onde veio, mas principalmente veja como ele é feito.

Oito episódios, oito áreas diferente do design.
Cada episódio é focado em um artista e cada artista está inserido numa área diferente do outro, temos ilustrador, cenógrafa, designer gráfica, fotógrafo, arquiteto, etc. Eu costumo dizer que eu conhecia as obras e a série me fez conhecer os autores das mesmas, em pelo menos UM episódio você vai reconhecer alguma obra, seja um tênis da Nike, ou um palco montado pela Es Devlin. 
É interessante não só pelo lado de ver o trabalho do artista, mas perceber quantas áreas e quantas possibilidades de trabalho que existe dentro do design, pegando a Es de exemplo novamente, ela trabalha projetando palcos e cenários, não é sempre que vemos um palco incrível que pensamos em quem pode ter projetado e pensado em cada mínimo detalhe que compõe todo aquele cenário.

É uma imersão na mente do designer. 
A série não mostra apenas o trabalho artista, vai além disso, Abstract entra na vida do designer e mostra todo o processo de construção do trabalho, que muitas vezes são projetos que levam anos de execução. De forma quase pessoal, os artistas nos levam para dentro dos seus ambientes de trabalho, mostram seus instrumentos, a equipe que os acompanha, passamos a ver que aquele trabalho que para muitos é só uma imagem, ou só um prédio, ou apenas um cômodo cuidadosamente planejado, na verdade existe todo um processo criativo por trás, envolve muito mais do que apenas papel e cimento, existe sentimento ali, uma forma única e pessoal de desenvolver algo criativo, chamativo e intenso. 
Ainda podemos saber um pouco da trajetória do artista até o momento presente, vemos de onde veio, de onde surgiu o sonho, ou onde descobriram o que queriam fazer, e o caminho percorrido até o reconhecimento e influencia mundial. 

Não tem necessidade de assistir em ordem. 
Estamos acostumados com séries que é preciso assistir os episódios em ordem, caso contrário, você não vai entender bulhufas sobre o que está rolando. Sendo uma série documental em que cada episódio foca em uma área diferente do design, não existe necessariamente uma ordem, você é livre para criar a sua ordem. Você pode, por exemplo, começar por aquela área do design que gosta mais e ir até a que gosta menos, ou desconhece completamente. Eu descobri o quanto o design é parte fundamental de um veículo, ou algo que é quase lógico como em um tênis, eu nunca havia parado para pensar em todo o estudo e trabalho que existe por trás de um único par de tênis.  

Abstract também ganha estrelinha dourada por toda a parte técnica.
Apesar de eu não manjar muito no que diz respeito a parte técnica de filmes e séries, é evidente todo o cuidado técnico que deram a Abstract. Seja pelos enquadramentos que favorecem o assunto e deixa tudo mais equilibrado e belo, ou pela edição bem pensada para deixar tudo divertido, leve e nada maçante, a trilha sonora agitada que parecia dar ainda mais ritmo aos episódios, a fotografia... Tudo foi feito de forma que se encaixasse e principalmente: fosse um deleite aos olhos e ouvidos. 

É inspirador!
E não digo apenas no sentido de histórias inspiradoras, porque sem dúvida são histórias para se inspirar, mas digo no sentido artístico mesmo. Ver tantas obras magnificas, prédios gigantescos e de aparência estranha a primeira vista, ou um trabalho tipográfico que consegue passar toda uma mensagem apenas com a escolha da fonte, ou a valorização de um espaço pequeno através de projeções espetaculares, tudo contribui para você ser tomado pelo mais puro sentimento de inspiração. Eu terminei o episódio sobre a Paula Scher louca para abrir o Photoshop e fazer altas loucuras tipográficas (mas eu só fui para o episódio seguinte hehe), ou ainda o episódio de Platon, eu queria treinar fotografar rostos até conseguir transmitir tanto sentimento quanto ele faz em suas fotografias (é sério, se você nunca viu o trabalho desse homem, vale MUITO a pena conferir).


Eu vejo Abstract como uma grande homenagem à arte. A série mostra com delicadeza como todo esse mundo criativo é construído por pessoas diferentes, de áreas diferentes, que pensam diferente e criam de formas diferentes, mas de certa forma têm objetivos em comum, seja mudar algo, ou tornar algo mais belo, ou belo e confortável ao mesmo tempo. É uma coisa que fica muito clara, cada um começou com a ideia de melhorar algo, ou mudar algo. Tinker queria um tênis que tivesse um visual bonito e fosse confortável ao mesmo tempo, Bjarke criou prédios enormes e insanos em um lugar de construções clássicas e baixas, Es via em espaços pequenos potencial para grandes cenários e mudou aquela configuração simples de palcos de bandas. 

Bom, se você ainda não se permitiu conferir essa obra maravilhosa da Netflix, já lhe dei seis bons motivos para dar um play pelo menos no primeiro episódio, ou quem sabe naquele que apresenta o designer da área que você mais tem afinidade. A verdade é uma: Abstract vale o seu play. 

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− Porque ele não sabia como amar.
Parecia absurdo pensar que um relacionamento que se sustentou por longos seis anos acabara de uma hora para outra, ou ao menos era como as pessoas costumavam comentar sempre que descobriam que não existia mais Ella e Preston.
Vocês sempre foram tão apaixonados. Comentou uma amiga próxima. Estavam tão bem até semana passada no churrasco. Disse um primo meu. No mês passado estavam comentando sobre viajar para as Bahamas no verão. Falou uma tia dele.
Fomos apaixonados, sem dúvida, uma paixão abrasadora, que consumia cada um de nós diariamente, ardia por dentro, que as vezes chegava a faltar ar nos vermos distantes um do outro. Me lembrava com clareza das famosas borboletas no estômago que me incomodavam todas as vezes que via Preston, no começo com uma intensidade quase incomoda, bastava pensar em seu rosto todo pintado de sardas e barba, que com o tempo foi deixando mais volumosa, que algo se remexia dentro de mim e passava as próximas horas lutando inteiramente entre me concentrar na aula de história da arte, ou imaginar como seria o nosso próximo encontro.
Também me lembro das várias vezes que fiz diversas cartas e bilhetes, usando a minha letra, que segundo Preston, parecia uma bela caligrafia antiga. Ou quando ele me beijava, tudo em volta parecia desaparecer, enquanto por dentro algo parecia pegar fogo e congelar ao mesmo tempo.
Por Deus! Como fui apaixonada por Preston. Mas isso cresceu em meu peito, evoluiu e se transformou em algo lindo. Passei a admira-lo quando chorava assistindo algum filme dramático, ou alguma animação da Disney, enquanto ele se odiava por ser sensível de mais. Eu me encantei por suas tentativas concentradas e frustradas de aprender a desenhar assistindo aulas no YouTube, enquanto ele amassava todos os papéis e os jogava na lixeira com toda a fúria que lhe pertencia. Eu só queria abraça-lo todas as vezes que chegava em casa furioso pelo chefe o pressionar novamente, enquanto ele apenas pedia para que eu me afastasse, então eu apenas ficava no cômodo ao lado, esperando que saísse e eu pudesse finalmente mostrar que estive ali o tempo todo.
Eu o amei com uma intensidade que até hoje ainda não acredito ser possível.
No entanto, todas as vezes que eu queimei uma nova tentativa de jantar diferente e me sentia completamente inútil, você apenas me olhava e pedia algo no delivery. Ou quando coloquei na cabeça que aprenderia a tocar violão apenas usando aquelas revistinhas de banca, você simplesmente me falou que eu estava atrapalhando a sua concentração no trabalho e que deveria tentar fazer outra coisa. Ou quando falei que pensava em pintar parte do cabelo de azul, limitou-se a duras palavras de que eu já não tinha mais idade para aquilo.
Talvez eu estivesse pedindo muito mais do que você pudesse oferecer-me, afinal, exigir que alguém se entregue de mente e coração em um relacionamento, aceite a pessoa desde as suas mais brilhantes qualidades, até os seus mais terríveis defeitos, que esteja ao seu lado nos dias dourados, assim como nos dias mais escuros, talvez seja pedir de mais.
− Ele não sabia... Amar? – Betsy olhou-me confusa.
− Eu não espero que as pessoas entendam. – respondi com serenidade. – Apenas que aceitem. Eu o amava e esperei por algo que ele não podia me dar. 
Esse conto foi escrito para o Desafio da Imagem, promovido pela Estante Literária no mês passado. O desafio consistia em escrever um conto de no máximo 600 palavras, se baseando em uma imagem. Eu encontrei esse gif vagando pelo Tumblr e surgiu assim a ideia para esse conto. 

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Semana passada o NaNoWrimo chegou ao fim, mas aquilo que aprendi durante o mês de novembro espero carregar comigo pelo resto da vida. 

No ano passado, quando tive um desafio um tanto frustrado, apesar de ter ficado chateada, eu já estava prometendo a mim mesma que no próximo ano entraria preparada e focada no NaNo. Eu realmente planejei, praticamente dois meses antes eu já estava com a história escolhida e aos poucos fui definindo os pontos mais importantes da mesma, anotava algumas cenas que me vinham a cabeça e poderiam ser úteis, escrevi um pouco sobre cada personagem e quando finalmente chegou o dia primeiro de novembro eu estava preparada para começar a jornada rumo as 50 mil palavras. 

Bom, se você leu o post sobre a primeira semana do NaNo sabe bem que o planejamento não deu em nada, pois no terceiro dia, depois de lutar para escrever e sentir alguma ligação com aquela história, eu decidi mudar de uma hora para outra e comecei uma história nova, que não era tão nova assim. Então aqui vamos a primeira grande lição do NaNo:

Não se force a escrver uma história que não está rolando um feeling.
Inicialmente, eu achei que não estava gostando muito da história por ainda ser apenas o começo da mesma, eu costumo sentir isso as vezes, fico tão animada com algo que vai acontecer mais para frente, que o começo realmente parece chato e maçante. Mas eu estava enganada e por sorte percebi isso antes que fosse tarde de mais. Se não está rolando um feeling, se você não está tendo uma conexão com a história, não força a barra!
Se você ficar se forçando a escrever uma coisa que não está em sintonia com você, vai ser um trabalho torturante, quando na verdade deveria ser uma coisa prazerosa (escrever, no caso). Existe uma infinidade de possibilidades de porquês da história não estar acontecendo, as vezes você não está no momento para desenvolver a mesma, as vezes a história realmente não é boa... Enfim, escreva aquela história que te faz sorrir igual um bobo apaixonado sempre que pensa nela.

Primeira história frustrada, eu parti para uma velha conhecida, que eu já tinha começado a escrever no meio do ano, mas acabei largando, pois a mesma não estava dando em nada, então resolvi dar um tempo nela e depois pensar melhor na mesma. Então, de repente, ela parecia a minha saída para finalmente conseguir vencer o desafio das 50K e vamos a mais uma lição:

A paciência é amiga da perfeição.
Acho que essa frase nunca fez mais sentido na minha vida, uma história que eu simplesmente larguei, pois não estava dando em nada e isso estava me incomodando profundamente, eu dei tempo para lentamente ir lapidando a ideia principal, entenda, eu não parei de repente de pensar na mesma, vezes ou outra uma ideia nova surgia, então eu anotava essa ideia em um lugar e ali ela ficaria guardada até a hora certa, em que eu dissesse “ok, agora vou voltar à essa história”.
Esse tempo que eu dei para a história foi crucial para que um material melhor fosse pensado, a essência da história original ainda está ali, mas procurei elementos melhores para fazer tudo ter mais sentido e parecer mais interessante. Então não desista de uma ideia, principalmente quando você sente que ela é boa, pense que ela é uma pedra preciosa, você vai ter que lapidá-la e poli-la, para que então possa tirar o que de melhor ela tem a oferecer. Seja paciente! 

Eu havia encontrado a história perfeita para aquele momento, ela estava saindo com uma naturalidade inexplicável e assim como eu havia lido em um post de preparação para o NaNoWrimo, eu estava quase vendo os personagens. O tempo todo estava pensando na história, melhorando algumas cenas, criando novas... Eu estava tão focada na história, que chegava a escrever quatro/cinco mil palavras por dia e nesse ponto provavelmente encontramos a maior lição que tirei desse mês.

Eu POSSO ter o controle sobre a minha criatividade e inspiração.
Generalizar eu não posso, talvez tenha sido um golpe de sorte, mas seja lá o que for, a verdade durante esse mês foi uma só: adeus bloqueio criativo.
Eu venho já há alguns meses lutando fortemente contra a ideia do bloqueio criativo, ou falta de inspiração, já até falei sobre isso, e quanto mais eu venho reforçando isso, mais tem se provado real. No Tumblr eu meio que estava fazendo um diário do NaNoWrimo, todo dia falava do desempenho do dia anterior, fazia alguns comentários e um desses comentários foi sobre um leve temor de a história falhar em algum momento, eu dar com os burros na água, assim como aconteceu no ano passado (que por sinal eu culpei o tal bloqueio criativo). Agora sendo bem sincera, não teve um dia se quer que falhou, todas as vezes que eu sentei de frente ao notebook, todas essas vezes eu escrevi e não foi pouco.
Admito, algumas vezes eu tive que dar uma forçada para a escrita sair, pois não sabia bem como abordar aquela cena, ou como começar, mas eu dava uma forçada, escrevia qualquer coisa e continuava, até que as coisas entravam no trilho novamente e tudo corresse bem. 

E falando sobre “escrever qualquer coisa e continuar”, vamos a outra lição:

Foque unicamente em escrever e finalizar o que começou.
Nunca, em hipótese alguma, pare para ficar relendo o que escreveu. Se você quer terminar o que começou, não fique parando para ler aquilo que acabou de escrever, primeiro que acaba cortando totalmente o momento, você está todo empolgado, seu cérebro está no automático, seus dedos digitando aquilo que a mente manda, parar para ler aquilo que saiu é um balde de água fria naquele ritmo frenético de escrita. E outra, como falei, você está eufórico, colocando as ideias no papel, dificilmente aquilo que acabou de ser escrito vai ser o melhor que você tem a oferecer, então você para ler e pensa “cara, isso está horrível”, apaga tudo o que escreveu e começa de novo. Me diga, que progresso teve nisso?
Você tem que entender que o primeiro texto não é o produto final, imagine ele como um esqueletinho daquilo que o seu texto pode se tornar. Então mais importante do que ter o melhor texto possível é ter o texto escrito, foque em colocar a ideia principal ali e finaliza-la. Depois que você escreveu a última linha, descanse a cabeça, vá fazer outras coisas por alguns dias, ou até mesmo semanas, então você vai voltar com seu olhar mais crítico possível e ai sim você vai começar a trabalhar de verdade naquilo que vai vir a ser o produto final. Você vai revisar toda história, tirar aqueles parágrafos e cenas desnecessários, acrescentar aquilo que faltou, colocar mais informações e sentimento nos parágrafos, melhorar os diálogos.
Entenda, não estou dizendo “escreve qualquer porcaria”, LONGE DISSO! Repetindo, escreva a ideia principal, as cenas principais, dê vida a essa história, quando ela chegar ao final vai ser uma pedra bruta, então você vai passar a lapidá-la e poli-la, assim tirando o melhor que tiver daquele imenso rascunho (o exemplo da pedra de novo...). 

E como o NaNoWrimo nada mais é do que um grande desafio, vamos a última lição:

Desafie-se!
Acredito que uma coisa que ajudou eu alcançar as 50 mil palavras, foi o meu lado competitivo, eu tinha que provar para mim que podia sim chegar aos 50 mil, era quase como se a minha honra estivesse em jogo. Se desafiar um pouco nunca é de mais e eu já falei uma porção de vezes o quanto esse tipo de concurso (nem sei se dá para chamar assim) ajuda. É o momento que você vai descobrir como trabalha sob pressão, eu, por exemplo, descobri que consigo lidar muito bem sob a pressão de uma meta e uma data, e o fato de se ter um certo período para trabalhar na história, te obriga a ter um mínimo de organização, seja estipulando uma meta diária de palavras/páginas, ou tendo um roteiro mais detalhado da história.
Eu acredito fielmente que só crescemos como escritores quando participamos desses desafios, desde sendo algo grande como NaNoWrimo, ou aquele concurso simples da galera do Tumblr. Desde que encarei aquele Challenge em agosto de 2015, eu tenho me mantido aberta à qualquer desafio que me faça crescer como escritora. 

E apenas para fechar o post, como escritor você sabe quais são as suas limitações, o que você precisa melhorar seja na sua escrita mesmo, ou na sua responsabilidade como escritor. Trabalhe naquilo que você tem dificuldade, usando a minha pessoa como exemplo, sou bem o tipo de pessoa procrastinadora, que ao invés de escrever, fica fazendo vários nadas e sabemos bem que escritor que não escreve fica estagnado e não se desenvolve. Eu venho diariamente trabalhando nisso, lutando contra esse sentimento procrastinador, porque não é só questão de querer melhorar, mas sim de precisar. 

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Vamos falar de música? Vamos falar de música. Esse é um tema que eu particularmente gosto muito e manjo de menos, para mim música boa é aquela que eu ouço e ela me conquista, e como faz muito tempo que não falo nada sobre música no blog, quero falar sobre isso hoje. 

Em tempos onde Lady Gaga lança um álbum arrasador e John Mayer milagrosamente lança uma música nova, não falar sobre o tema é quase um crime, então hoje quero fazer uma humilde recomendação de músicas novas e nem tão novas, que ultimamente está impossível de eu parar de ouvir. 

LOVE ON THE WEEKEND – John Mayer [Single]
É claro que o primeiro da lista não poderia ser outra pessoa, o dono das músicas que me definem e do melhor álbum que tive o prazer de ouvir, John chegou com uma música nova e viciante, que eu coloquei na repetição eterna, provavelmente pela eternidade. 


COME TO MAMA – Lady Gaga [Joane]
Como falei, Lady Gaga chegou chegando com um álbum novo, na verdade eu não faço ideia do que a crítica especializada falou sobre Joanne, mas a crítica lesada (aka eu) simplesmente amou e junto com Love On The Weekend, o álbum está na repetição eterna por toda a eternidade. Come To Mama se tornou, até o momento, a minha música preferida, junto com a já conhecida Perfect Illusion e Diamond Heart. 


FORMATION – Beyoncé [Lemonade]
Olha, não é muito difícil eu me encontrar na situação em que uma música faz um sucesso estrondoso, mas eu só vou realmente ouvir ela, e talvez viciar, um tempo depois. Formation foi um desses casos.


AGORA EU QUERO IR – Anavitória [ANAVITÓRIA]
Sim, eu tenho uma música br na minha playlist e isso é um milagre, não sei quando foi a última vez que tive uma música br no eu celular (mentira, eu lembro, é que era música da Ludmilla e eu tenho uma reputação a zelar). Conheci essas garotas lindas e charmosas através da minha irmã, que conheceu por causa de Tiago Iorc, e tenho que dizer: valeu Julia!


ME, MYSELF AND I (feat. Bebe Rexha) – G-Eazy [When It's Dark Out]
Outro exemplo de música que eu descubro depois de um tempo e simplesmente vicio. 


SHOUT OUT TO MY EX – Little Mix [Glory Days]
Little Mix está sendo exatamente como foi com One Direction, cada álbum novo que lançam, eu vou curtindo mais, eu já era bem fã do Get Weird, do qual eu já falei aqui no blog, agora elas vêm e jogam em nossa cara (e talvez na do Zayn) Shout Out To My Ex.


THE GREATEST (feat. Kendrick Lamar) – Sia [This Is Acting]
Além de Sia ter uma voz maravilhosa, clipes que até hoje não entendi o que querem dizer e músicas incríveis, uma coisa que sempre me atraiu ainda mais para, principalmente, ver os seus clipes é a maravilhosa Maddie, é um show a parte ver essa garota dançando (vou nem dizer que assisto Dance Moms só para ver ela dançando e as outras mães com sangue nos zóio, porque Abby dá todos os solos para a garota). 


THE HILLS – The Weeknd [Beauty Behind the Madness]
Sabe-se lá quando foi que The Weeknd realmente estourou, provavelmente na época em que 50 Tons de Cinza estreava no cinema, apenas nessas últimas semanas eu realmente vim dar valor à algumas músicas do rapaz, especificamente The Hills. 


YOU GOTTA NOT – Little Mix [Glory Days]
Como falei, Little Mix vem tomando aos poucos o meu coração com suas músicas (e suas roupas que fazem eu querer assaltar o closet de cada uma), nada mais digno do que citar outra música que vem conquistando o meu frágil coração. 


MISERY – Maroon 5 [Hands To Muself]
Essa é uma música que vai e volta em um ciclo vicioso em minha playlist, foi a música que realmente me fez tomar conhecimento da banda lá na época do seu lançamento, eu gostava tanto do clipe, que ela se concretizou com uma das minhas preferidas dos garotinhos bonitos. 


UNDER PRESSURE (feat. David Bowie) – Queen
Recentemente falei sobre o filme Se enlouquecer, não se apaixone e se você viu o post, notou que o vídeo que eu coloquei no post é uma cena onde os personagens cantam essa música, pois então, baixei essa música por causa do filme e ela se tornou uma grande companheira na jornada até as 50 mil palavras do NaNoWrimo, quando finalmente completei o desafio, comemorei ao som dessa música, então ela meio que ganhou um pedaço no meu coração.



Fecho a minha lista por aqui, você deve se perguntar “mas por que raios essa garota comenta tantas coisas sem importância sobre as músicas?”, a resposta é simples: só porque eu falo até pelos cotovelos. Depois de você passar por essa torturante experiência de me ver fazendo comentários nada profissionais ou técnicos sobre música, que tal me dizer o que você tem ouvido ultimamente? 


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E chegamos a terceira semana do NaNoWrimo, se alguém rolou um pouco pelo blog, pode talvez ter visto o quadrinho onde deixei uma atualização praticamente em tempo real do meu desempenho no desafio, ou se rolou um pouco mais pode ver na caixinha do Twitter um claro tweet de comemoração, ou indo mais longe, talvez me siga no Tumblr, já está mais do que por dentro do que houve. 

EU CONSEGUI!!1111!1!!!11!


Sim! Eu fiz aquilo que eu não achei que conseguiria fazer, completei o desafio das 50 mil palavras ainda faltando um pouco mais de uma semana para fechar o mês. EU CONSEGUI! 

Acordei na segunda-feira já possuída pela expectativa, na verdade, esperava ter conseguido fechar no domingo, mas não foi possível, então combinei comigo mesma que não passaria da segunda-feira. Enfrentei uma pia de louça de almoço do dia anterior ainda, uma pilha imensa de roupas para passar, que eu não passei nem metade, e parti cumprir o meu desafio. Eu estava determinada que naquele dia eu alcançaria o desafio. 

Então, às vinte e uma horas e sabe-se lá quais minutos, eu finalmente alcancei as almejadas 50 mil palavras, coloquei fones de ouvido e dei play em Under Pressure, que foi uma grande companheira nessa jornada e comemorei silenciosamente, afinal tinha pessoas pela casa, gritar feito uma louca não parecia uma boa opção. 

Eu chorei, chorei feito uma criança, mas uma criança tomada pelo mais puro sentimento de conquista, eu não conseguia acreditar que tinha conseguido completar o desafio, queria gritar para o mundo inteiro o quanto estava orgulhosa da minha conquista, uma conquista que eu não acreditava que conseguiria, ao menos não no dia 21 de novembro. Eu fora tão mal no NaNo anterior, que entrei esse ano pensando “vou até onde conseguir, que ainda assim vai ser mais do que qualquer coisa que tentei até hoje” e eu provei para mim que eu posso sim. 

É um sentimento indescritível, que só me faz pensar “Deus, quero passar a minha vida escrevendo”, eu quero poder sentir mais disso!

Terminei a noite falando sobre a minha conquista no grupo oficial do NaNo no Brasil, afinal é algo para se comemorar e quem sabe até inspirar outras pessoas a continuarem o desafio até o dia 30. E tenho que dizer: agora ninguém me segura!

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